"E se tem muita gente tentando me fazer parar, não importa. Meu Orixá está sempre sussurrando em meu ouvido: Continua meu filho; eu estou contigo".
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sábado, 8 de dezembro de 2012
Hoje é Feriado em Salvador é Dia de;
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA PRAIA
Com
novena iniciada a 29 de novembro, na Basílica de Nossa Senhora da
Conceição da Praia, dá-se início aos festejos da padroeira do estado da
Bahia e do “comércio desta valorosa e heróica cidade” do Salvador. Nos
primeiros dias de dezembro, a ruas adjacentes ficam lotadas de barracas,
compondo uma das mais animadas festas populares de Salvador, com
samba-de-roda, bebidas e comidas típicas. No dia 8, são celebradas
missas de meia em meia hora, com missa solene às 10 horas. Após a missa,
acontece a procissão secular, encerrando a parte religiosa.
A história conta as origens da festa. Em 8 de dezembro de 1147, logo após a retomada de Lisboa aos mouros, por D. Afonso I, fundador da nação portuguesa, era celebrada uma missa em louvor à Nossa Senhora da Conceição da Enfermaria. Daí por diante, toda história de Portugal, especialmente as navegações, colocou-se sob as bênçãos da Imaculada Conceição.
Em 1549, o primeiro governador geral do Brasil, Thomé de Sousa, chegava à Bahia a bordo da nau capitânia, denominada Nossa Senhora da Conceição. Assim que desembarcou, fez erguer uma capela na praia, dedicada à Virgem da Conceição, dando início aos atos religiosos na futura cidade do Salvador.
Em 1707, já acontecia a procissão, sabendo-se que ia até o Terreiro de Jesus, com as ruas enfeitadas em todo o seu trajeto. Em 1912, a procissão atingia o largo da Piedade mas, a partir de 1930, a Irmandade determinou que o cortejo ficasse limitado às principais ruas do comércio.
História
Situada no sopé da montanha que liga a cidade Alta à Baixa, é a
terceira construída no local; e todas, sobre o assentamento da primitiva
ermida erigida por Tomé de Sousa quando da fundação da cidade, em 1549.
Em 1623, o templo é elevado à Matriz da Nova Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Praia e, em 1736, as confrarias do Santíssimo Sacramento da Imaculada Conceição decidem reedificá-lo. O projeto, atribuído a Manuel Cardoso de Saldanha é enviado de Portugal para ser executado em lioz.
A atual igreja foi iniciada em 1739 e inaugurada em 1765, mas suas obras só foram concluídas em 1849.
As plantas foram feitas pelo engenheiro militar Manuel Cardoso de
Saldanha, sendo que o executor dos materiais foi o mestre pedreiro
Manuel Vicente. O mestre pedreiro arquiteto Eugênio da Mota, de Portugal, preparou as pedras e acompanhou seu transporte para Salvador, ficando responsável também pela edificação do monumento.
O objetivo foi criar uma edificação destinada ao culto religioso. A
construção compreende além da Igreja, dois corpos laterais que abrigam
atividades das Irmandades do Santíssimo Sacramento e da Imaculada Conceição.
Seu interior possui a primeira demonstração mais completa do barroco de D. João V no Brasil, destacando-se a pintura do teto da nave que obedece à concepção ilusionista barroca de origem italiana de autoria de José Joaquim da Rocha. A monumentalidade de sua fachada, de características neoclássicas, é realçada pela implantação das torres em diagonal.
Em 1942 foram feitos reparos na Igreja e restauração de portas pelo IPHAN. Em 1947, substituição das mesas de madeira dos oito altares laterais por mármore; 1956, obras de conservação e limpeza: reparos de emergência; 1959, obras de conservação e pintura; 1969/70, limpeza e recuperação da pintura e talha dourada pelo IPHAN; 1971, obras de estabilização e restauração da Igreja, realizadas sob orientação do IPHAN. A última restauração ocorreu em 1991,
quando o templo teve sua estrutura totalmente recuperada com recursos
das empresas do pólo petroquímico, repassados através do plano de
comunicação social do COFIA – Comitê de Fomento Industrial de Camaçari.
A Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia é tombada pelo IPHAN desde 1938. É dedicada à padroeira da cidade. Dela partem os cortejos das festas do Senhor Bom Jesus dos Navegantes (1º de janeiro), Conceição da Praia (8 de dezembro) e de Santa Luzia (13 de dezembro).
No Candomblé
Oxum
Oxum, na religião yoruba, é uma orixá que reina sobre a água doce dos rios, o amor, a intimidade, a beleza, a riqueza e a diplomacia. Também é um orixá do candomblé. Oxum é dona do ouro e da nação ijexá. Tem o título de Ìyálòdè entre os orixás.
Osun, Oshun, Ochun ou Oxum, na Mitologia Yoruba, é um orixá feminino. O seu nome deriva do Rio Osun, que corre na Iorubalândia, região nigeriana de ijexá e Ijebu. Identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejioko e Ôxê, é representada pelo candomblé, material e imaterialmente, por meio do assentamento sagrado denominado igba oxum.
É tida como um único Orixá que tomaria o nome de acordo com a cidade por onde corre o rio, ou que seriam dezesseis e o nome se relacionaria a uma profundidade desse rio. As mais velhas ou mais antigas são encontradas nos locais mais profundos (Ibu), enquanto as mais jovens e guerreiras respondem pelos locais mais rasos. Ex.: Osun Osogbo, Osun Opara ou Apara, Yeye Iponda, Yeye Kare, Yeye Ipetu, etc.
Em sua obra "Notas Sobre o Culto aos Orixás e Voduns", Pierre Fatumbi Verger escreve que os tesouros de Oxum são guardados no palácio do rei Ataojá. O templo situa-se em frente e contém uma série de estátuas esculpidas em madeira, representando diversos Orixás: "Osun Osogbo, que tem as orelhas grandes para melhor ouvir os pedidos, e grandes olhos, para tudo ver. Ela carrega uma espada para defender seu povo."
O Festival de Osun é realizado anualmente na cidade de Osogbo, na Nigéria.
Dia: Sábado
Cores: Amarelo – Ouro
Símbolo: Leque com espelho (Abebé)
Elemento: Água Doce (Rios, Cachoeiras, Nascentes, Lagoas)
Domínios: Amor, Riqueza, Fecundidade, Gestação e Maternidade
Saudação: Eri Yéyé ó!
Qualidades de Oxum
- Kare - veste azul e dourado, cor do ouro. Usa um abebé e um ofá dourados.
- Iyepòndàá ou Ipondá - é a mãe de Logunedé, orixá menino que compartilha dos seus axés. Ambos dançam ao som do ritmo ijexá, toque que recebe o nome de sua região de origem. Usa um abebé (espelho de metal) nas mãos, uma alfange (adaga)[3], por ser guerreira, e um ofá (arco e flecha) dourado, por sua ligação com Oxóssi. É uma das mais jovens.
- Yeyeòkè
- Iya Ominíbú
- Iya Omérìn
- Ajagura
- Ijímú
- Ipetú - YEYE IPETU é uma Oxun de culto muito antigo, no interior da floresta, na nascente dos rios, ligada a Ossaiyn e principalmente a Oyá dada a sua ligação com Egun.
- Èwuji
- Abòtò
- Ibola
- Gama (Vodun feminino da mesma energia de Sakpatá, incorporado ao culto Yorubá através de sua concernente Oxum)
- Oparà ou Apará - qualidade de Oxum, em que usa um abebé e um alfange (adaga) ou espada. Caminha com Oya Onira, com quem muitas vezes é confundida. Diferente das outras Oxuns por ter enredo com muitos Orixás, vem acompanhada de Oyá e Ogum.
Ora Yê Yêoh Minha Mãe Oxum ! ! !
VIVA N. S. da CONCEIÇAO da PRAIA
RAINHA E PADROEIRA DA BAHIA ! ! !
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
EPAREY OYÁ !!!
Iansã, ou Oyá, é um orixá cuja figura, no Brasil, é sincretizada com Santa Bárbara, católica.
Oyá, a deusa do Rio Niger, é representada com um alfange e uma cauda de animal nas mãos, e com um chifre de búfalo na cintura.
Na mitologia iorubá, Xangô casou-se com três de suas irmãs, deusas de rios: Oyá, Oxum, deusa do rio Osun e Obá, deusa do rio Obá.
Nas lendas provenientes do candomblé, Iansã foi mulher de Ogum e depois de Xangô, seu verdadeiro amor. Xangô roubou-a de Ogum.
O nome Iansã é um título que Oyá recebeu de Xangô. Esse título faz
referência ao entardecer, Iansã pode ser traduzido como a mãe do céu
rosado ou a mãe do entardecer. Ao contrário do que muitos pensam Iansã
não quer dizer a mãe dos nove. Xangô a chamava de Iansã pois dizia que
Oyá era radiante como o entardecer ou como o céu rosado e é por isso que
o rosa é sua cor por excelência.
Na liturgia da umbanda, Iansã é senhora dos eguns, os espíritos dos mortos, menos cultuados no Candomblé.
Na umbanda a guia de Iansã é de cor laranja(coral) e no candomblé é
vermelha. No candomblé também é chamada de Oyá. Seu dia da semana é
quarta-feira e sua saudação é Eparrei.
Qualidades do Orixá Oyá / Iansã
Um dos rituais mais belos do Candomblé é quando Oyá Kará, com
seu tacho de cobre repleto de fogo, vem dançar o rítmo egó. Ritualmente
akará representa o fogo que Oyá engole, mas é de fato o bolinho de
akará que Oyá distribui aos seus, de cor avermelhada como brasa no ajerê
depois de rodar na cabeça de Oyá por todo barracão. Quando feito para
vender no camércio, chama-se akarajé (akará + ajé) ou seja akará de
comer e assim se popularizou a palavra Akarajé
Oyá também ergue a sua saia e pisa no fogo ao lado de Xangô,
Oyá também troca fogo com Ogun realizando uma das mais belas danças do
candomblé. Oyá convida todos para guerrear e vão chegando Ogun, Opará,
Iyágunté, Obá, Xangô e por último chega Oxaguiã, é a paz no meio da
guerra, para apaziguar o coração de Oyá.
O número 9 é sagrada a Iansã, nove também são as qualidades
de Iansã e 4 são as Oyás de culto Igbalé. Senhora dos ventos, dos
tufões, das nunvens de chumbo, tempestades, das águas agitadas pelo
vento, águas do seu rio Níger, onde é cultuada. A morte e seus mistérios
não asustam Oyá, Senhora dos Eguns, mãe dos eguns, rainha dos eguns,
Oyá gueré a unló, só mesmo mãe Iansã.
Qualidades:
Oyà Petu – Ligada a Xangô e até confunde-se com ele, Oyá dos raios.
Oyà Onira – Rainha da cidade de Ira, a doce guerreira ligada as águas de Oxun,veste rosa..
Oyà Bagan – Oyá com fundamento com Oxossi, Egun,Exú,Ogun guerreira dos ventos os estreitos das matas.
Oyá Senó ou Sinsirá - Oyá raríssima, ligada Yemanjá e Airá
Oyà Onira – Rainha da cidade de Ira, a doce guerreira ligada as águas de Oxun,veste rosa..
Oyà Bagan – Oyá com fundamento com Oxossi, Egun,Exú,Ogun guerreira dos ventos os estreitos das matas.
Oyá Senó ou Sinsirá - Oyá raríssima, ligada Yemanjá e Airá
Oyà Topè – mora no tempo ligada a Oxun e Exú (alguns axés a tem como uma Igbalé)
Oyà Ijibé ou Ijibí- veste branco ligada a Oxalá ao vento frio
Oyà Kará- veste vermelho, ligada a Xangô, ao fogo, aquela que carrega o ajerê fervendo na cabeça.
Oyà Leié- .o vento dos pássaros, veste estampado, ligada a Ewá
Oyà Biniká - A senhora do vento quente, ligada a Oxumare e Omolu.
Oyá Olokere Olokuerê – ligada a Ogun, Odé, guerreira e caçadora.
Oyà Leié- .o vento dos pássaros, veste estampado, ligada a Ewá
Oyà Biniká - A senhora do vento quente, ligada a Oxumare e Omolu.
Oyá Olokere Olokuerê – ligada a Ogun, Odé, guerreira e caçadora.
Oyás de culto Igbalé:
Oyà Egunita – Igbalé, aqui vive com os mortos/eguns/veste branco e mariwo, ligada a Oxala, Nanã, e ao vento do bambuzal
Oyà Funan-Igabalé, a que encaminha os mortos/eguns/veste branco e mariwo, ligada a Oxalá, Nanã e ao centro do bambuzal
Oyà Padá - Igbale, a que ilumina o caminho aos mortos/eguns/veste branco,mariwo ligada a Oxalá, Omolú e Nanã, ao bambuzal
Oyá Tanan ou Furé-Igbalé, a que recebe no portal os mortos/eguns/veste branco e mariwo, ligada a Oxalá e Nanã ao bambuzal.
Teremos ainda vários outros nomes de Oyá que se confundem ou são os
mesmos, títulos, epípetos, e qualidades diversas, entre elas: Oyá Olodé,
Tonin’bé, Fakarebó, Adagambará, Filiabá, Iyá Popo, Iyá Kodun, Iyá
Abomì, Logunere, Agangbele, Petu, Arira, Doluo, Bamila, Kedimolu.
CATOLICISMO
Festa é considerada patrimônio imaterial da Bahia.
Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil celebrou missa campal.
Imagem de Santa Bárbara seguiu em procissão pelas ruas do Centro Histórico (Foto: Imagem/ TV Bahia)O Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, celebrou a missa em homenagem a Santa Bárbara no Largo do Pelourinho na manhã deste domingo (4). No ofertório, a uva e o trigo do ritual católico se misturaram ao acarajé e ao abará, oferendas do candomblé à orixá dos raios e trovões.
Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil celebrou missa campal.
Imagem de Santa Bárbara seguiu em procissão pelas ruas do Centro Histórico (Foto: Imagem/ TV Bahia)O Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, celebrou a missa em homenagem a Santa Bárbara no Largo do Pelourinho na manhã deste domingo (4). No ofertório, a uva e o trigo do ritual católico se misturaram ao acarajé e ao abará, oferendas do candomblé à orixá dos raios e trovões.
“Essa festa é uma marca católica, que é o culto a Santa Bárbara, parte do estoque de santas femininas da igreja. É importante dizer que esse rito foi complementado e ganhou a proporção que tem hoje por causa dos fiéis do candomblé. O próprio rito católico passou a incrementar elementos do candomblé”, explica o especialista em história da cultura negra, Jaime Sodré.
Depois da missa, a imagem de Santa Bárbara seguiu em procissão pelas ruas do Centro Histórico, nas asas da pomba da paz, seguida por sete santos católicos. Uma parada foi feita no quartel do Corpo de Bombeiros, no bairro da Barroquinha, para as homenagens à padroeira da Corporação. Seguindo a tradição, a última parada da procissão foi no Mercado de Santa Bárbara, onde foi distribuído caruru para a população.
Patrimônio Imaterial
A festa de Santa Bárbara foi considerada patrimônio imaterial da Bahia no dia 3 de dezembro de 2008 pelo governo do estado. O decreto que registrou a cerimônia reafirma a importância da diversidade cultural e religiosa que a festa reúne. “Santa Bárbara passa a ser uma santa cultuada dentro da religião católica, que ganhou uma versão baiana quando ela foi similarizada a Iansã. Todo rito dela passa a ter parâmetros com a religião de matriz africana”, diz Jaime Sodré.
A culinária típica adotada na celebração para Santa Bárbara carrega uma forte influência da religião de matriz africana e, entre outras semelhanças, os devotos de Iansã e Santa Bárbara se vestem de vermelho para cultuar uma das figuras religiosas mais populares da Bahia.
“Duas características principais da festa de Santa Bárbara são essencialmente do candomblé, que é a prática do transe [quando ‘filhos de santo’ manifestam Iansã na procissão] e da culinária, com o tradicional caruru”, complementa Sodré. A intensa participação do povo no dia 4 de dezembro caracteriza oficialmente a festa de Santa Bárbara como a celebração que marca o início do ciclo das festas populares da Bahia.
Do G1 BA, com informações da TV BA
Os 300 anos da Festa de Santa Bárbara são
contados em livro lançado neste sábado, durante a celebração para a
padroeira, em Salvador. Com 78 páginas, 24 fotos e mapas, o livro-
publicação da Secretaria Estadual de Cultura e IPAC (Instituto do
Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia) traz artigos inéditos sobre a
santa católica, a deusa yorubá Oyá (Iansã) e a devoção que atrai
milhares de pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo para
participarem da manifestação que acontece no Centro Histórico de
Salvador, todos os anos, em 4 de dezembro. A obra passará a ser
distribuída a partir do dia 20 de dezembro.
Festa de Santa Bárbara é a quinta edição da série Cadernos do IPAC que, de 2007 a 2010, já publicou livros sobre Pano da Costa, Festa da Boa Morte, Carnaval de Maragojipe e Desfile dos Afoxés, este último lançado em 30 de novembro, no Palácio da Aclamação.
História de Santa Bárbara
Santa Bárbara nasceu provavelmente em Nicomédia,
na Ásia Menor, pertencendo a uma família de certa
posição social. Às ocultas dos pais, fanáticos
pagãos, conseguiu instruir-se na religião cristã.
Devia
ter tido especiais dotes de beleza e inteligência, porque
seu pai, Dióscoro, depositava nela as mais radiosas esperanças
em vista de um casamento honroso. Mas Bárbara apresentava
indiferença às solicitações do pai,
até que este descobriu sua condição de cristã.
Ficou, então, furioso e seu amor paterno se transformou em
ódio desumano. Ameaçou-a com torturas e, finalmente,
denunciou-a ao prefeito da província, Martiniano.
O coração da Jovem Bárbara
sentia-se dilacerado entre amores opostos: o dos pais de uma parte
e o de Cristo, amor supremo, de outra. Verificou-se nela a palavra
do Divino Mestre: "Não julgueis que vim trazer a paz
à terra. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o
pai, entre a filha e a mãe, e os inimigos do homem serão
as pessoas da própria casa" (Mt10,34-36).
Bárbara suportou o processo com firmeza
e altivez cristã, protestando sua fidelidade a Cristo, a
quem tinha consagrado sua virgindade. Era o tempo do imperador Maximiano,
nos primeiros anos do século IV. O juiz, vendo a obstinação
da jovem cristã em professar a fé, mandou aplicar-lhe
cruéis torturas, mas suas feridas sempre apareciam curadas.
Pronunciou, então, sua sentença de morte.
O próprio pai, Dióscoro, furioso
em seu cego paganismo, decepcionado em seus interesses, num excesso
de barbárie, prontificou-se para executar a sentença:
atirou-se contra a filha, que se colocou de joelhos em atitude de
oração, e lhe decepou a cabeça. Logo após
ter praticado seu hediondo crime, desencadeou-se formidável
tempestade e o pai, atingido por um raio, caiu morto.
O culto de veneração desta santa
do Oriente passou para o Ocidente, sobretudo, Roma, onde desde o
século VII se multiplicaram as igrejas e oratórios
dedicados a seu nome.
Esta santa é invocada, sobretudo, como
protetora contra a morte trágica e contra os perigos de explosões,
de raios e tempestades. Na iconografia cristã Santa Bárbara
é geralmente apresentada como uma virgem, alta, majestosa,
com uma palma significando o martírio, um cálice como
símbolo de sua proteção em favor dos moribundos
e ao lado uma espada, instrumento de sua morte.
ORAÇÃO A SANTA BÁRBARA
" Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a
violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões
não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a
bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte
erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida,
para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever
cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a
Deus, criador do céu, da terra e da natureza: este Deus que tem poder de
dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras.
Por Cristo, nosso Senhor. Assim seja. "
VIVA SANTA BÁRBARA ! ! !
E
HEPAREY OYÁ ! ! !
domingo, 2 de dezembro de 2012
Samba, HOJE É DIA DO SAMBA
Història do Samba
O samba é um gênero musical, do qual deriva um tipo de dança, de raízes africanas (Angola) surgido no Brasil e considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras.
Dentre suas características originais, está uma forma onde a dança é
acompanhada por pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima,
alicerces do samba de roda nascido no Recôncavo Baiano e levado, na segunda metade do século XIX, para a cidade do Rio de Janeiro pelos negros que trazidos da África e se instalaram na então capital do Império. O samba de roda baiano, que em 2005 se tornou um Patrimônio da Humanidade da Unesco, foi uma das bases para o samba carioca.
Apesar de existir em várias partes do país - especialmente nos Estados da Bahia, do Maranhão, de Minas Gerais e de São Paulo
- sob a forma de diversos ritmos e danças populares regionais que se
originaram do batuque, o samba como gênero musical é entendido como uma
expressão musical urbana do Rio de Janeiro, onde esse formato de samba nasceu e se desenvolveu entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.
Foi no Rio de Janeiro, antiga capital do Brasil, que a dança praticada
pelos escravos libertos entrou em contato e incorporou outros gêneros
musicais tocados na cidade (como a polca, o maxixe, o lundu, o xote,
entre outros), adquirindo um caráter totalmente singular. Desta forma,
ainda que existissem diversas formas regionais de samba em outras partes
do país, samba carioca urbano saiu da categoria local para ser alçado à condição de símbolo da identidade nacional brasileira durante a década de 1930.
Um marco dentro da história moderna e urbana do samba ocorreu em 1917, no próprio Rio de Janeiro, com a gravação em disco de "Pelo Telefone",
considerado o primeiro samba a ser gravado na Brasil (segundo os
registros da Biblioteca Nacional). A canção tem a autoria reivindicada
por Ernesto dos Santos, mais conhecido como Donga, com co-autoria atribuída a Mauro de Almeida, um então conhecido cronista carnavalesco. Na verdade, "Pelo Telefone" era uma criação coletiva de músicos que participavam das festas da casa de tia Ciata, mas acabou registrada por Donga e Almeida na Biblioteca Nacional."Pelo Telefone"
foi a primeira composição a alcançar sucesso com a marca de samba e
contribuiria para a divulgação e popularização do gênero. A partir
daquele momento, esse samba urbano carioca começou a ser difundido pelo
país, inicialmente associado ao carnaval e posteriormente adquirindo um lugar próprio no mercado musical. Surgiram muitos compositores como Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguinha e Sinhô, mas os sambas destes compositores eram amaxixados, conhecidos como sambas-maxixe.
Os contornos modernos desse samba urbano carioca viriam somente no final da década de 1920, a partir de inovações em duas frentes: com um grupo de compositores dos blocos carnavalescos dos bairros do Estácio de Sá e Osvaldo Cruz e com compositores dos morros da cidadem como em Mangueira, Salgueiro e São Carlos.
Não por acaso, identifica-se esse formato de samba como "genuíno" ou
"de raiz". A medida que o samba no Rio de Janeiro consolidava-se como
uma expressão musical urbana e moderna, ele passou a ser tocado em larga
escala nas rádios, espalhando-se pelos morros cariocas e bairros da zona sul do Rio de Janeiro. Inicialmente criminalizado e visto com preconceito, por suas origens negras, o samba conquistaria o público de classe média também.
O samba moderno urbano surgido a partir do início do século XX
tem ritmo basicamente 2/4 e andamento variado, com aproveitamento
consciente das possibilidades dos estribilhos cantados ao som de palmas e
ritmo batucado, e aos quais seriam acrescentados uma ou mais partes, ou
estâncias, de versos declamatórios. Tradicionalmente, esse samba é tocado por instrumentos de corda (cavaquinho e vários tipos de violão) e variados instrumentos de percussão, como o pandeiro, o surdo e o tamborim. Por influência das orquestras norte-americanas em voga a partir da Segunda Guerra Mundial, e pelo impacto cultural da música dos EUA no pós-guerra, passaram a ser utilizados também instrumentos como trombones e trompetes, e, por influência do choro, flauta e clarineta.
Com o passar dos anos, surgiram mais vertentes no seio desse samba
"nacional" urbano carioca, que ganharam denominações próprias, como o samba de breque, o samba-canção, a bossa nova, o samba-rock, o pagode, entre outras.
A escolha da data, 2 de dezembro, tem várias
versões. Em uma delas, alguns historiadores contam que o dia foi
escolhido em homenagem à primeira visita de Ary Barroso à Bahia.
Nesta versão, o Dia Nacional do Samba surgiu por
iniciativa de um vereador baiano, Luis Monteiro da Costa, para
homenagear Ary Barroso. Ary já tinha composto seu sucesso “Na Baixa do
Sapateiro”, mas nunca havia posto os pés na Bahia. Esta foi a data que
ele visitou Salvador pela primeira vez. A festa foi se espalhando pelo
Brasil e virou uma comemoração nacional.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Hoje é Dia Mundial de Combate à AIDS
O dia 1° de dezembro é o dia mundial de combate à AIDS (Acquired Immune Deficiency Syndrome).
A AIDS é uma doença que ataca o sistema imunológico do homem,
permitindo que seu organismo fique fragilizado, podendo ser contaminado
com o vírus de várias outras doenças.
O vírus responsável pela doença é o HIV (vírus humano da
imunodeficiência), fazendo da AIDS a quarta doença que mais causa morte
no mundo.
Instituído no final da década de oitenta, o dia primeiro de dezembro
une pessoas do mundo todo a fim de fazer um manifesto de conscientização
sobre a doença e seus maiores problemas.
As formas de contágio são através de uso compartilhado de seringas,
alicates de unha, instrumentos não esterilizados que furam e cortam,
gravidez de mulheres infectadas e, principalmente, relações sexuais.
As transfusões de sangue também são uma forma de contágio, mas no
Brasil este risco chega a quase zero. Porém, tivemos casos de milhares
de pessoas infectadas dessa maneira, como o caso do sociólogo Herbert
José de Sousa, o Betinho, que em 1986 foi contaminado em razão da
hemofilia. Numa triste história, seus dois irmãos, Henfil e Chico Mário,
faleceram da mesma maneira no ano de 1988.
Com isso, foram criadas campanhas de defesa aos direitos dos portadores
do vírus HIV, fundando-se a Associação Brasileira Interdisciplinar de
AIDS.
Segundo informações do ministério da saúde, no Brasil, entre 1980 e
2007, foram constatados mais de 470 mil casos de contaminação.
No âmbito mundial, a contaminação chega a sete mil e quinhentos casos
por dia, sendo que até o fim de 2007 os casos atingiram trinta e três
milhões de pessoas, por dados da Organização Mundial de Saúde.
Os principais sintomas da doença são: diarreias, herpes, infecções
cerebrais e o aparecimento de câncer. Além desses, como o organismo da
pessoa infectada encontra-se muito fraco e debilitado, surgem outras
doenças como gripes, pneumonia, tuberculose, meningite e demência – já
em estágio bem mais avançado.
O tratamento da doença é feito através de um coquetel de drogas,
descoberto em 1995. Porém a medicação, por ser muito forte, causa
efeitos colaterais como a diminuição das disfunções renais e do fígado.
Além disso, os pacientes necessitam de acompanhamento médico constante,
além de auxílio nas áreas da psicologia, psiquiatria, serviço social,
nutrição e outras.
Fique
sabendo:
A Aids não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres, utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na piscina, praia e, antes de tudo, não se pega aids dando a mão ao próximo, seja ele ou não soropositivo.
A Aids não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres, utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na piscina, praia e, antes de tudo, não se pega aids dando a mão ao próximo, seja ele ou não soropositivo.
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