Palmares

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013


O presidente da Bolívia, Evo Morales, acena nesta quarta-feira (3) pouco antes de deixar Viena no avião presidencial. Foto: AFP

Países europeus suspeitaram que Edward Snowden estivesse na aeronave. Americano é buscado pela justiça americana por revelar segredos do país.

G1 - O presidente da Bolívia, Evo Morales, protestou nesta quarta-feira (3) da maneira como foi tratado depois que seu avião foi desviado para Viena, na Áustria, na véspera, por suspeitas de que transportava o americano Edward Snowden,procurado pela justiça dos Estados Unidos acusado de espionagem.
“Não sou um criminoso”, afirmou Morales no aeroporto da capital austríaca à Agência Austria Press, depois que, segundo as autoridades bolivianas, vários países europeus negaram autorização de entrada de sua aeronave oficial em seus espaços aéreos.
Autoridades bolivianas e austríacas afirmaram que Snowden não estava a bordo do avião, que decolou de Moscou e teve que fazer uma escala em Viena. Mas o governo da Áustria reconheceu que não inspecionou a aeronave.
“O avião de Morales pousou às 21h40 (16h40 de Brasília) procedente de Moscou. Os passaportes foram verificados e, ao contrário dos boatos, Edward Snowden não estava a bordo”, afirmou à AFP o porta-voz do ministério do Interior austríaco, Karl-Heinz Grundboeck.
O avião, no entanto, não foi inspecionado, e os passageiros foram apenas submetidos a um controle de passaportes, destacou.
“Não existia uma base legal para uma operação”, disse Grundboeck.
O avião de Morales já deixou Viena e fará uma escala nas Ilhas Canárias, da Espanha. A Espanha e outros países europeus autorizaram nesta quarta-feira a entrada da aeronave em seu espaço aéreo.

Zona de trânsito
Snowden está na zona de trânsito do aeroporto de Moscou desde 23 de junho. Ele é acusado de espionagem por Washington por ter revelado um amplo programa de vigilância telefônica e na internet.
O incidente provocou uma crise no governo do presidente americano Barack Obama e gerou intenso debate internacional sobre a privacidade na internet.
Morales disse à imprensa que Madri pediu para inspecionar o avião antes de autorizar a entrada no espaço aéreo, mas que ele se negou porque seria uma violação da legislação internacional.
Uma fonte da chancelaria destacou que a Espanha “autorizou na terça-feira o sobrevoo e a escala do avião presidencial da Bolívia, mas de forma imprevista o avião acabou fazendo escala em Viena”.
O ministério francês das Relações Exteriores também informou que concedeu autorização para que o avião de Morales passe por seu espaço aéreo.
A Itália também anunciou que permitirá a entrada do avião em seu espaço aéreo.
Autoridades bolivianas informaram que o avião de Morales teve que ser desviado a Viena na terça-feira à noite, depois que França, Itália e Portugal negaram o pedido de entrada em seu espaço aéreo.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Reunidas em Plenária Nacional que acontece em Brasília, cerca de 200 lideranças de todo o Brasil vão escolher também os delegados que representarão suas propostas na Conferência Nacional

A ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros abriu, na noite desta quinta-feira, 4, a Plenária Nacional dos Povos e Comunidades de Matriz Africana, coordenada pela Secretaria de Políticas de Comunidades Tradicionais (Secomt), da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), e preparada pela Comissão Organizadora da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III Conapir).

O evento reúne cerca de 200 lideranças, de todas as unidades da federação e representantes de diferentes matrizes. A plenária se constitui em uma das etapas da III Conapir, que acontece entre 4 e 5 de novembro, em Brasília, com o tema ‘Democracia e Desenvolvimento Sem Racismo: Por um Brasil Afirmativo’.

As atividades da Plenária tiveram início na manhã desta sexta-feira, 6, com a benção das mães de santo e babás. Em seguida, a titular da Secomt, Silvany Euclênio, a Ketu Ângela Gomes e a Doné Kika de Bessen, falaram ao público sobre as expectativas do trabalho.

Para Silvany, a realização das plenárias temáticas dos Povos Ciganos (que aconteceu em maio), dos Povos de Matrizes Africanas e das comunidades Quilombolas (a ser realizada ainda em julho) aponta a importância e a grande potencialidade da participação de grupos específicos na III Conapir. “Eles mantêm uma relação histórica de vulnerabilidade junto ao Estado. Com as plenárias, poderão participar em condição de igualdade, propor, defender e debater suas propostas. Conhecer e ser reconhecidos pelo poder público”, disse.

De acordo com Ângela, se o tema da III Conapir envolve a discussão sobre o desenvolvimento, é importante entender que crescimento e desenvolvimento são ‘inimigos’. “Crescer é aumentar sem limite. Desenvolver é aumentar, melhorar no todo”, explicou. E o pensamento no todo, de acordo com ela, norteia a essência dos povos de matriz africana e de seus ancestrais.

Doné Kika celebrou a possibilidade de uma participação organizada dos povos de matriz africana na Conferência Nacional. “Esse é um momento de fortalecimento da religiosidade e das comunidades no país”, enfatizou.

Grupos de Trabalho – Os participantes do evento se dividiram em grupos de trabalho para deliberar as prioridades que querem levar à III Conapir. Ao final da plenária serão eleitos os delegados e delegadas que irão participar da Conferência.

Um consenso entre os participantes é de que a Conapir deve priorizar não a proposição de novas ideias, mas formas de efetivar as que já foram deliberadas, seja na primeira e segunda Conferência, ou em políticas públicas que já vigoram, porém sem eficácia em sua aplicação.

“Não precisamos reinventar a roda. As políticas já estão no papel. Só não são implementadas”, diz Vilma Piedade, representante da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras Saúde (Renafro-RJ). Para ela, o combate ao racismo precisa ser ainda mais forte no Brasil. “O país tem um racismo estrutural, ideológico e até a SEPPIR sofre com ele”, garante.

“Espero maturidade e equilíbrio na III Conapir para que a gente não priorize novas propostas, mas possa construir estratégias para colocar em prática o que se quer e que já está sinalizado”, diz Makota Valdina, de Salvador- BA.

Para ela, que milita desde os anos 70, as pessoas de diferentes segmentos hoje estão agrupadas como povos de matriz africana, como resultado da atuação da SEPPIR. “Antes não tínhamos voz. Estamos em um processo, com pequenos avanços que, infelizmente revelam ainda mais o racismo da sociedade. O que facilita, por outro lado, o seu combate. Quando não sabemos o que vamos combater fica mais difícil”, afirma.

“Entendo a Conferência como um espaço de conferir. Portanto, precisamos passar a limpo o que já foi proposto e avançar”, diz Makota Celinha Gonçalves, de Minas Gerais. “Não queremos discutir religião. Somos felizes assim. Queremos discutir o direito de ter religião”, disse.

sábado, 3 de agosto de 2013

Reflexões por Mama Koité Doumbia (*) FEMNET/Mali

Intercambio virtual do ICAE – “Agenda de educação Pós -2015: ações de incidência” 

* Iniciar projetos de transformação social a favor da igualdade. Tomada de consciência da necessidade de uma distribuição justa e equitativa dos papéis e das responsabilidades das mulheres e dos homens em todos os âmbitos da vida (atividades de produção, reprodução, comunitárias ou políticas) e em todos os níveis, é um requisito prévio para a transformação social profunda e duradoura. O desequilíbrio da governança mundial (dominada pelos homens) e em todos os níveis, dos lares até o âmbito internacional é um reflexo direto do patriarcado, das relações de poder e dos sistemas de dominação (de classe, raça, gênero, orientação sexual) entre grupos. A partir deste ponto de vista devemos repensar os marcos conceituais e as práticas atuais de desenvolvimento para que homens e mulheres se reconheçam como indivíduos, atores e atrizes do desenvolvimento e cuja participação não é apenas importante, mas essencial. Isso nos leva necessariamente ao desafio de uma distribuição mais equitativa dos recursos e dos benefícios que a acompanham. Também se refere à necessidade de trabalhar no empoderamento individual e coletivo das mulheres e dos homens que querem fazer e viver de outra maneira.
* Apoiar a coordenação entre as organizações e com os diferentes atores sociais no âmbito nacional para uma melhor sinergia de ação. De fato existem dispositivos favoráveis e de proteção para as mulheres que buscam a reabilitação de seus direitos, mas a ausência e/ou insuficiência de mecanismos ou medidas complementares de apoio às mulheres em matéria psicológica, emocional e material é flagrante especialmente nos países em desenvolvimento. No entanto, isso é uma necessidade e as organizações da sociedade civil e de mulheres comprometidas com a promoção dos direitos sociais, econômicos e políticos das mulheres têm cada vez mais probabilidades de fazer ouvir sua voz. A força da defesa e da incidência por meio de argumentos sólidos construídos coletivamente a partir de vivências de mulheres e homens é um instrumento relevante para construir e impulsionar iniciativas de sinergia condizentes com esses compromissos. Mas, para isso é preciso continuar realizando incansavelmente um grande trabalho de sensibilização em todos os níveis, em particular com os homens e as mulheres que fazem (e desfazem) as leis, as instituições, etc.
* Promover enfoques de desenvolvimento baseados nos direitos humanos (de crianças, mulheres, homens). Este parece ser o aspecto mais prometedor para uma melhor inclusão da dimensão de gênero nos diferentes níveis. No plano estratégico, o enfoque de direitos, embora essencial no fundo , reclama o desenvolvimento das formas, dos métodos e das medidas práticas (no terreno) para assegurar que o fornecimento de informação sobre direitos humanos, e especialmente das mulheres, se leve a cabo da melhor maneira. Uma coisa é conhecer seus direitos, e outra coisa é ser capaz de garantir sua aplicação na vida cotidiana. Nos países em desenvolvimento, onde a maior parte da população vive em zonas rurais e, desgraçadamente, é ainda em grande parte analfabeta (especialmente as mulheres), os responsáveis políticos e as organizações da sociedade civil devem necessariamente implementar recursos (técnicos, de especialização, de logística, de tempo, econômicos, etc.) para proporcionar a maior quantidade possível de informação correta e exata sobre os direitos, através dos meios apropriados.
* Que a luta contra a violência contra as mulheres seja uma prioridade. Particularmente a que se vive na esfera privada (abuso sexual, violação conjugal, maltrato psicológico, matrimônio forçado ou precoce, práticas humilhantes e prejudiciais para as mulheres e as meninas, etc.) é a mais insidiosa e degradante para as mulheres. Estas formas de violência lhes roubam os recursos, a mobilidade, a liberdade, a auto-estima e a autonomia, inclusive o pensamento. É por isso que são essas as áreas prioritárias que devem ser objeto de intervenções definidas e constantes de todos os atores nos diferentes âmbitos.
* Os ODM pós-2015 devem levar em conta a violência baseada no gênero como recomenda o exaustivo estudo de 2006 do Secretário Geral das Nações Unidas sobre todas as formas de violência contra a mulher. Isto deve ser estabelecido como objetivo na agenda pós-2015 dos ODM.
* Além da informação, é necessário apoiar todo o processo de acompanhamento que permita às vítimas de violência ter a força, moral psicológica e física para empreender um caminho de reabilitação dos direitos que lhes foram negados. Isso requer compromisso, competências e recursos (redes, conhecimentos, dinheiro, tempo, etc.) É geralmente aceito que os direitos se adquirem com o tempo, depois de múltiplas tomadas de posição, de negociações, de luta, etc. É preciso apoiar as reparações.
* Esperamos que depois de 2015 sejam aplicados efetivamente todos os compromissos assumidos com a promoção da igualdade em um mundo mais justo.


(*) Presidente da Coalizão de Mali pela Corte Penal Internacional de Mali
Vice – Presidente do Conselho Econômico, Social e Cultural da União Africana
Membro da Rede de Mulheres, Paz e Segurança do espaço CEDEAO / Mali
Membro do Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho / OIT
Bamako / Mali

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Zeit Obrigado Brasil
O jornal Zeit citou as manifestações e fez criticas quanto as organizações dos mega eventos

GOAL – O jornal alemão Zeit publicou uma matéria sobre as manifestações populares que acontecem no Brasil durante o período da Copa das Confederações.
Na publicação, o diário germânico agradeceu as críticas do povo brasileiro quanto as organizações dos torneios promovidos pela Fifa e Comitê Olímpico Internacional (COI). De acordo com o jornal, o Brasil está fazendo aquilo que os alemães na Copa de 2006 e os sul-africanos que sediaram o último Mundial deveriam ter feito: questionar os procedimentos da Fifa quanto à realização de um evento como a Copa do Mundo. De acordo com o Zeit, “finalmente uma democracia se levanta contra a Fifa, uma entidade antidemocrática”.
“As principais federações desportivas terão de repensar as suas condutas. Isso será bom para todos, incluindo atletas e competições, os quais antes só ficaram às margens nesses grandes eventos. Por isso: obrigado, Brasil!”, exclamou o Zeit.
“Os protestos (no Brasil) não só atestam a maturidade democrática de um País que foi governado por generais por 30 anos. Eles estabelecem que até mesmo os gigantes do esporte (futebol) deram um sinal de parada: (vamos) até este ponto, e não mais”, relatou a matéria.
De acordo com a publicação, um estudo dinamarquês em 2001 apontou que é cada vez mais difícil grandes eventos serem realizados em locais regidos pela democracia. Zeit acrescentou que devido aos valores envolvidos, Viena e Graubünden se recusaram a sediarem os Jogos Olímpicos.
“O Brasil podia ser visto como uma exceção nesse cenário. As consequências podem ser vistas agora. A Fifa e o COI agora vão se fazer perguntas, diante das imagens das ruas (…). Os eventos precisam ser humildes, individuais e transparentes”, complementa o jornal alemão.
Por fim, o diário citou que a maneira como o governo brasileiro aceitou as exigências da Fifa e do COI fez com que a população se revoltasse além dos problemas já existentes no país.
“Os contratos restritivos (da Fifa), no valor de bilhões, preveem um completo alívio fiscal, além de prever a exclusividade para patrocinadores bilionários, além de demandas ainda maiores para estádios, hotéis e aeroportos”, concluiu o jornal.
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Irdeb TVE

Greenpeace: Liga das Florestas

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