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sábado, 8 de março de 2014

Colesterol: a gordura que está no seu sangue

Saiba mais sobre as doenças relacionadas ao colesterol, prevenção, tratamento e alimentação adequada.


Os distúrbios relacionados ao colesterol são cada vez mais presentes no nosso cotidiano e vêm acompanhados do aumento da propensão a doenças cardiovasculares e, até mesmo, à síndrome metabólica, que representam graves problemas de saúde pública atualmente. 


Segundo informações do Ministério da Saúde, diversos estudos tem sido efetuados para estabelecer a associação entre as dislipidemias (alterações do perfil lipídico do homem) e o aumento do risco de morte, contudo, sabe-se que o emaranhado de obesidade ou sobrepeso, alterações de perfil lipídico, hábitos de vida que não sejam saudáveis colaboram para o surgimento precoce e o estabelecimento de doenças cardiovasculares e complicações metabólicas que podem levar uma pessoa até ao óbito.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária a dislipidemia é um distúrbio que altera os níveis sanguíneos dos lipídeos (gorduras). Assim como a pressão alta, é considerado um fator de risco para a ocorrência de doenças cardiovasculares (DCV) e cerebrovasculares, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), doença isquêmica do coração (falta de irrigação sanguínea para o coração) e aterosclerose (espessamento e perda da elasticidade das paredes das artérias com acúmulo de gordura nas paredes arteriais por seu excesso sanguíneo e deposição).
"São indicados nas dislipidemias principalmente tratamentos não medicamentosos, preferindo a indicação de hábitos relacionados ao estilo de vida da pessoa, bem como atividade física e hábitos alimentares". 


São indicados nas dislipidemias principalmente tratamentos não medicamentosos, preferindo a indicação de hábitos relacionados ao estilo de vida da pessoa, bem como atividade física e hábitos alimentares. Como alternativa para alguns casos é aconselhável tratamento medicamentoso (com estatinas) sempre com indicação médica.
A elevação dos níveis plasmáticos, sanguíneos, de colesterol de baixa densidade (LDL-c), a redução do colesterol de alta densidade (HDL-c) e também o aumento de triglicerídeos (TG) são fatores de risco para eventos cardiovasculares (por exemplo: infarto agudo do miocárdio) sendo essa a principal causa de morte no mundo com valores percentuais em torno de 25%, responsáveis por cerca de 250.000 mortes por ano.
De acordo com o tipo de alteração dos níveis séricos de lipídeos, a dislipidemia é classificada como: hipercolesterolemia isolada (uma das frações séricas de lipídeo aumentada isoladamente), hipertrigliceridemia isolada (apenas o aumento dos triglicerídeos séricos), hipercolesterolemia mista (mais de uma fração lipídica sérica alterada em cominação) e HDL-c baixo.

Adaptado da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Vale ressaltar que os valores de referência ou metas terapêuticas dependem, além da idade, do sexo, e da presença de outras doenças, tais como hipertensão arterial, aterosclerose, síndrome metabólica e diabetes mellitus.
"Sabe-se que esses níveis de lipídeos na corrente sanguínea estão associados ao hábito de praticar exercícios (...), sendo beneficiário quando a prática é aumentada e regular; hábito de ingerir bebidas alcoólicas, carboidratos e gorduras (que, em excesso, aumentam ainda mais tais níveis)". 
Sabe-se que esses níveis de lipídeos na corrente sanguínea estão associados ao hábito de praticar exercícios (principalmente o HDL-c), sendo beneficiário quando a prática é aumentada e regular; hábito de ingerir bebidas alcoólicas, carboidratos e gorduras (que, em excesso, aumentam ainda mais tais níveis). Além disso, idade e índice de massa corpórea (IMC) também influenciam negativamente, quando em excesso, nos valores desses níveis. O fator genético, a hereditariedade (ou a chamada hipercolesterolemia familiar em que os genes têm uma função que influencia o seu nível de LDL-colesterol) pode interferir no aparecimento de valores alterados de colesterol total e frações, ou seja, em casos de pais e avós com distúrbios, as chances são elevadas de as gerações futuras apresentarem essa tendência. 
Apesar de a dieta balanceada ser um dos principais fatores para combate e prevenção de alterações de níveis de colesterol, ainda existe a hipótese de que ao apresentar níveis lipídicos plasmáticos alterados, sem justificativa aparente (por exemplo: para uma pessoa que faça uso de uma alimentação adequada e regular; pratique exercício, entre outros fatores protetores e causais já citados), na verdade, seria um desequilíbrio da produção de colesterol endógeno – parte do colesterol verificado no ser humano é produzido pelo próprio organismo, colesterol endógeno, e parte é adquirida via dieta alimentar, o colesterol exógeno. Portanto, o acompanhamento médico e nutricional devem ser sincronizados e atuar em harmonia.
Fonte:
http://www.isaudebahia.com.br/noticias/detalhe/noticia/colesterol-a-gordura-que-esta-no-seu-sangue/

quinta-feira, 6 de março de 2014

que arte!

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lindo de se ver.

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Calor excessivo aumenta episódios de enxaqueca



Os dias estão muito quentes mas, mais que mal-estar e incômodos, o calor excessivo funciona como um desencadeador de dor de cabeça e enxaquecas. Isso porque a temperatura alta favorece a desidratação, a hipoglicemia, altera a pressão e os batimentos cardíacos, facilitando o surgimento das dores e provocando ausência no ambiente de trabalho e escolas. 

Para evitar que o calor se torne um inimigo nesta época do ano, é preciso tomar alguns cuidados, especialmente quem sofre com enxaqueca (aquelas dores de cabeça latejantes que costumam ocorrer em três ou quatro quadros de dor durante um mês) ou cefaleia crônica (15 dias ou mais de dor). Por isso mesmo, os portadores dessas duas enfermidades precisam ter cuidado redobrado. Quem quer curtir o Verão sem dores de cabeça de nenhuma natureza deve buscar se manter bem hidratado, apostar numa dieta à base de alimentos mais leves e, sempre que possível, procurar se abrigar do calor, seja com o uso de chapéus ou bonés e óculos escuros.




De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, a enxaqueca é uma doença neurológica crônica, incapacitante, que afeta 15% da população no Brasil. Estudos do Ministério da Saúde apontam que a prevalência da enxaqueca é de 25% nas mulheres e 10% nos homens, predominando na  faixa etária que varia de 35 a 45 anos, mas também pode afetar cerca de 10% das crianças de ambos os gêneros antes da adolescência. Após esse período, as meninas começam a apresentar mais casos.

No calor intenso, pessoas com pressão arterial mais baixa (hipotensos), no limite inferior, são mais sujeitos a desmaios, tonturas e até, mais raramente, crises convulsivas. É muito importante, além de manter a hidratação adequada, mais cuidado ao levantar da posição deitada para a posição em pé. Essa troca de posição deve ser feita pausadamente.

Herança 
Segundo o neurologista e coordenador do Departamento de Dor da Academia Brasileira de Neurologia, Antônio Cezar Ribeiro Galvão, não existe uma causa específica para a enxaqueca ou a cefaleia crônica e, geralmente, elas possuem componentes genéticos. “Sabe-se que cada indivíduo apresenta disparadores próprios para desencadear as crises, daí a importância de reduzir esses gatilhos, especialmente nesta época, quando o calor, a luminosidade, o desregramento próprio das férias e das festas podem facilitar que elas apareçam”, completa o médico. 

O neurologista Leandro Teles confirma a posição do colega e ressalta que, na época mais quente do ano, são muitos os fatores que  elevam a frequência e a intensidade das crises. “A cada 5°C de elevação na temperatura, o risco de crise aumenta 7%”, esclarece, lembrando que para cada caso será necessário analisar o contexto para entender a piora da enxaqueca. “A mistura da predisposição pessoal genética com o calor, a luminosidade, a alimentação desregrada, o consumo excessivo de álcool e as alterações de sono pode ser catastrófica”, completa.

Embora não haja consenso sobre as razões que levam as mulheres a serem as maiores vítimas, o médico Antônio  Cezar Galvão lembra que o fato pode estar associado a questões hormonais femininas. 

Cuidados 
Como não pode mudar a herança genética, para fugir das dores de cabeça, que tal apostar em cuidados que não apenas vão evitar as crises, como, de quebra, ajudarão a saúde de um modo em geral? “O sono e a alimentação devem ocorrer em horários regulares, a prática de atividade física em horários mais frescos do dia também contribuirão para promover o bem- estar em geral e retardar as crises”, explica Cezar Galvão. 

No quesito sono, a dica é manter o ritmo biológico, evitando as pequenas mudanças do ciclo sono-vigília, que desencadeiam as  cefaleias. O neurologista também sugere que as pessoas busquem evitar o consumo de alimentos que desencadeiam as crises, tais como o vinho tinto e outras bebidas alcoólicas, chocolate, queijo, embutidos e os produtos ricos em glutamato de sódio (realçadores de sabor) e nitritos 13 e 16 (mortadelas, salames, entre outros).

O neurologista salienta que a enxaqueca e a cefaleia crônica, geralmente, tem como doença associada a ansiedade e a depressão. “Chamamos de personalidade enxaquecosa e que se caracteriza pelo perfeccionismo e a necessidade de ter suas demandas atendidas imediatamente, por isso, a dor de cabeça é tratada conjuntamente com a ansiedade, por meio de antidepressivos”, esclarece.

Além dos tratamentos medicamentosos para as comorbidades e para a própria dor de cabeça, Cezar Galvão destaca que existem outros tratamentos não medicamentosos que podem ser bons aliados no controle, a exemplo da psicoterapia e do bio feedback, que consiste numa eletroestimulação do cérebro. O médico lembra que a enxaqueca e a dor de cabeça crônica são tratáveis, mas que ainda não há cura para esses problemas. “O controle e a prevenção, no entanto, garantirão a qualidade de vida dos portadores”, completa.

Matéria original: Correio 24h

http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/calor-excessivo-aumenta-episodios-de-enxaqueca/?cHash=e8e79cc903b2ba3652aedbd85c83d889

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