Palmares

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terça-feira, 30 de julho de 2013

A Saga continua ...

| Cristãos não desistem das putas e nem dos gays.

beautiful_gay_kissOs cristãos não desistem das putas e nem dos gays. Na semana passada em que evangélicos tentaram se reunir pacificamente em prol dos não direitos dos gays, eles mesmos se tapearam com medo do colorido da nossa bandeira. Foi revelador a violência que um deles, pastor da Igreja Quadrangular, sofreu porque levantou uma bandeira colorida, que em nada tem a ver com a nossa, mas que possivelmente enganou muitos religiosos que acharam que era uma bicha assumida entre eles. O pastor, supostamente confundido com viado, foi violentamente expulso do evento, até que conseguissem entender que estavam cometendo mais um dos seus enganos.
Mais agressivo do que os cristãos foi o ministro da saúde, sob conservadorismo semelhante, reiterou a postura retrógrada do atual governo em termos de direitos sexuais e reprodutivos: mandou tirar da internet uma campanha de prevenção ás DST/Aids voltada para as profissionais do sexo.  Quem gostou foi o Feliciano, que via Facebook divulgou que o ministro e ele conversaram por telefone sobre o caso.
A campanha revelava o que muita gente já sabia: dá pra ser feliz sendo puta! A mesma afirmativa serve para os gays, para os negros, para os indígenas e para as mulheres.  A despeito da onda conservadora e de violência que vivemos, não precisamos todos nos tornar cristãos, brancos, heteros, não-ínidos ou homens para sermos felizes. Mas, claro que poderíamos ser ainda mais alegres e contentes se o governo fizesse o seu papel em termos de políticas públicas para diminuir a nossa vulnerabilidade por sermos todos diferentes.
Como podem observar o momento não é nada esperançoso. Algo semelhante já ocorreu em meses atrás com a censura que a campanha para gays sofreu do mesmo ministério no período do carnaval, e com o material educativo realizado em parceria com a UNESCO que ele também censurou e não permitiu que fosse distribuído nas escolas para adolescentes. O conteúdo dessas cartilhas tratava, por exemplo, da prevenção da gravidez na adolescência.
Isso tudo sem falar no KIT Anti Homofobia (aquele chamado de Kit Gay pelos conservadores) que Dilma censurou sob a hipócrita frase: “Não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais…”. Alguém avise a presidenta que para a sexualidade serve a mesma regra que para a política: quando não há resistência ao já estabelecido ou apoio aos que estão morrendo por serem discriminados, mantêm-se no centro da valorização e no poder hegemônico aquilo que há mais tempo tem reinado, ou aquilo que há mais tempo se tem valorizado. Assim, não apoiar campanhas contra o preconceito, aumenta a desigualdade. O silêncio e a apatia nesse caso só contribuem para a violência.
Qualquer pessoa inteligente e sensível sabe que, em termos da epidemia de Aids, quanto mais conservadoras são as campanhas, mais vulneráveis estão as pessoas, sejam HIV positivas ou não. A ideia do “câncer gay” ganhou o mundo sob essa mesma lógica que hoje o Brasil vem vergonhosamente adotando: achar que dá para prevenir sem enfrentar o estigma da doença, e sem buscar destruir o preconceito que sofrem os estilos de vida que culturalmente foram associados a ela.
Em vez de focarem em mais campanhas que enfrentem o preconceito e ampliar a prevenção também para os casais heterossexuais, que sob a lógica frágil e perigosa do amor romântico e da sonhada monogamia têm se infectado cada vez mais, o Brasil apela para posturas perversas de censuras que evidentemente tornaram as pessoas ainda mais vulneráveis.
Se, como disse o Ministro Padilha no seu Twiiter, a censura à campanha foi um ato de “bom senso”, começo a entender que o “bom senso” dele não tem nada a ver com o meu e o de tantas outras pessoas que se indignaram com essa afronta a história de prevenção às DST/Aids no país. Acho que talvez o Feliciano tenha razão ao classificar o ministro no seu facebook como um “homem de bem”. São mesmo de “homens de bem” como eles que o Brasil está cheio, por isso, temos que temê-los, mas também enfrentá-los. Essa é o tipo de bondade que não precisamos, que gera a morte e promove o estigma.
Esse enfrentamento, em uma sociedade democrática como a nossa, passar pelo desafio de não nos esquecermos que há fortes e evidentes pretensões políticas de quem está no poder em não sair de lá. Então, haja memória para podermos não nos esquecer de tudo isso. De quem se junta com quem, de quem cesura o que, e de quem se diz comprometido com um Brasil para todos, mas na verdade governa para os mesmos, e, pior, com valores cada vez mais autoritários e conservadores.
Em vez de acharmos que assim não dá pra sermos felizes, precisamos mesmo reafirmar a nossa alegria, sem deixar de lutar contra quem quer nos convencer de que estamos em um país que respeita as diferenças, governados por quem se preocupa com as “minorias”.

*Tiago Duque é sociólogo e tem experiência como educador em diferentes áreas, desde a formação de professores à educação social de rua. Milita no Identidade – Grupo de Luta Pela Diversidade Sexual. Gosta de pensar e agir com quem quer fazer algo de novo, em busca de um outro mundo possível.

domingo, 28 de julho de 2013

Posted: 10 Jul 2013 04:35 PM PDT
O Instituto de Ação Social e Cidadania Mão Amiga (IMA) abre as inscrições para o “I Curso de Formação de Líderes Afrodescendentes do Brasil – Região Nordeste – Estado da Bahia” que ocorrerá entre os dias 29, 30 e 31 de Julho de 2013 na cidade de Salvador.
O curso tem por objetivo formar 30 (trinta) representantes ligados a organizações e/ou comunidades afrodescendentes do Estado da Bahia, com potencial de replicar os conhecimentos adquiridos no curso, a fim de promover uma maior participação e incidência politica deste segmento populacional nos organismos internacionais de nível interamericano, sub-regional, nacional e local.
Entende-se que o Estado da Bahia tem o maior contingente de afrodescendentes do Brasil, o curso ofertará ferramentas que aprimorarão as habilidades dos (as) participantes tanto na formação de novos líderes afrodescendentes, como no entendimento amplo sobre os organismos internacionais e os direitos dos afrodescendentes no Brasil e nas Américas.
Critérios:
Para se inscrever, o (a) candidato (a) deve atender aos seguintes critérios:
• Ser afrodescendente;
• Pertencer a organizações de cunho institucional (coordenadorias governamentais que promovem a igualdade racial), social (organizações não governamentais, institutos e movimentos sociais especialmente focados no tema racial) e/ou comunidade tradicional que atue na temática racial;
• Ser brasileiro (a) residente no Estado da Bahia (capital, interior ou litoral);
• Ter disponibilidade de estar na cidade de Salvador (capital) durante os 3 dias do curso;
• Preencher e enviar a Ficha de Inscrição até às 23:59 (horário de Brasília) do dia 07 de julho de 2013 (Domingo).
Benefícios:
Todos os 30 participantes selecionados terão direito a alimentação e ao material do curso.
Aos candidatos da capital de Salvador haverá suporte quanto ao transporte/locomoção até o local do curso e aos candidatos do interior e litoral da Bahia haverá apoio com transporte e hospedagem, desde que solicitadas na ficha de inscrição*.
*Atenção: Caso o (a) candidato (a) seja beneficiado com algum dos auxílios expostos acima e, por algum motivo desistir ou não participar do curso, o mesmo deverá arcar com as despesas, reembolsando tais custos para o INSTITUTO MÃO AMIGA, responsável pela organização do curso.
Resultado:
A lista com os nomes dos (as) 30 selecionados (as) será divulgada no dia 15 de julho 2013 (segunda-feira) no blog http://cursodelideresafrodescedentes.wordpress.com
* Aos selecionados (as) será enviado um email no dia 17/07 com a programação, o local e os detalhes logísticos do curso, devendo todos (as) responder a esta mensagem até o dia 19/07/2013 para confirmar participação.
Em caso de desistência ou ausência de resposta, haverá uma lista de espera e outros (as) inscritos (as) serão chamados (as) para ocupar a vaga.

Inscrições:
Se você atende aos critérios e está interessado (a) em participar, preencha a ficha de inscrição e nos envie até dia 12/07/2013.
Duvidas:

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Caboclo





O Ilê Axé Omi Ijexá fica em Salvador - Bahia / Brasil
no bairro: Dique Pequeno, nº 40 
na Avenida Vasco da Gama (Dique do Tororó)
Ponto de Referência: em frente ao Centro Comunitário 
do Dique Pequeno ou terceira entrada a direita.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Raça Brasil | A Mini Miss Brasil é negra! - Luz na passarela, que lá vem ela...

inscrição

Edital vai promover a qualificação de jovens negros e negras para o mercado cultural


A chamada pública nº 01/2013, da Fundação Cultural Palmares, selecionará propostas para a implantação de Núcleos de Formação de Agentes de Cultura da Juventude Negra – NUFAC’s
Cerca de 1.200 jovens negros e negras serão capacitados para atuar no mercado cultural por meio do edital da Fundação Cultural Palmares, lançado hoje, 1º de julho. A chamada pública nº 01/2013 garante a implantação dos Núcleos de Formação de Agentes de Cultura da Juventude Negra – NUFAC’s em todo o Brasil. As inscrições seguem até 30 de julho.
Esta é a segunda edição do certame que selecionará 10 (dez) propostas de entidades que possuam capacidade técnica e administrativa para oferecer cursos de formação profissional na área cultural para jovens negras e negros do ensino fundamental e médio, completo e incompleto, oriundos das classes sociais C, D e E de todas as regiões brasileiras.
Qualificação profissional e identidade – O diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira da FCP, Lindivaldo Júnior, explica que o principal objetivo é formar agentes de cultura que possam atuar como promotores da cultura negra brasileira no mercado de trabalho e nas comunidades onde vivem. “A ideia, além da capacitação, é permitir que eles adquiram consciência da forte influência das culturas africanas na identidade brasileira”, afirma.
Poderão se inscrever na chamada pública entidades privadas sem fins lucrativos que tenham como foco de atuação a cultura e a educação, comprovado por meio do histórico da instituição proponente e da aferição do efetivo exercício de atividades referentes ao objeto da parceria durante os últimos três anos; desenvolvam trabalhos em prol da cultura afro-brasileira, nas condições e exigências estabelecidas neste Edital; e estejam credenciadas e cadastradas no portal de convênios/SICONV do Governo Federal.
Para Vilmar Pereira de Souza, coordenador do NUFAC de Minas Gerais, os núcleos são uma importante oportunidade para incluir os jovens negros e negras na produção da cultura brasileira. Segundo ele, a capacitação ajuda os alunos a se tornarem protagonistas de sua própria história. “Nós percebemos que eles reencontram sua autoestima”, conta. “São jovens que estavam excluídos das oportunidades e agora podem superar essa condição de suscetibilidade”, analisa.
Juventude negra viva – A situação de vulnerabilidade da juventude negra no Brasil se traduz em números. Dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade (53,3%) dos 49.932 mortos por homicídios em 2010 no Brasil eram jovens, dos quais 76,6% negros (pretos e pardos) e 91,3% do sexo masculino.
Esses jovens têm de 15 a 29 anos, são moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos, não chegam a completar o ensino fundamental. Segundo dados do Censo 2010, divulgado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, os percentuais de pessoas de 10 anos ou mais de idade sem instrução ou com ensino fundamental incompleto são de 56,8% entre os pretos e 57,3% para os pardos.
Lindivaldo Júnior ressalta que além de criatividade, inovação e articulação com outras ações e iniciativas pedagógicas, as propostas inscritas no SICONV (Sistema de Convênios do Governo Federal) deverão apresentar, sempre que possível, produtos finais articulados com a temática do Plano Juventude Viva. “O NUFAC é uma ação que cria oportunidades para prevenir a vulnerabilidade dos jovens negros do Brasil, a situações de violência a que são expostos diariamente”, aponta. “É nossa responsabilidade pensar alternativas para que esse cenário mude”, conclui.
O prazo para inscrição é até 30 de julho de 2013.

sábado, 20 de julho de 2013

"Óbvio que saí do chão":

 Atriz Solange Couto comenta sobre quando a filha revelou ser lésbica


"Óbvio que saí do chão": Atriz Solange Couto comenta sobre quando a filha revelou ser lésbica
De início, a atriz Solange Couto, 54, não recebeu tão tranquilamente a revelação da filha, Morena Mariah, de 22 anos.

"Num primeiro momento foi complicado. Eu travei, claro. Para qualquer pessoa é esquisito de imediato. Eu parei, olhei. E disse: 'Tá. Agora, me deixa digerir'. Óbvio que eu saí do chão", contou Solange sobre sua primeira reação ao saber sobre a homossexualidade da filha.

Em entrevista ao jornal "Extra", Morena afirma que resolveu se assumir pouco tempo depois de se relacionar com Luiza Camilo, com que está junta há três anos.

"Quando contei para a minha mãe foi um susto. Chegamos a ficar um pouco magoada uma com a outra, porque ela achou que eu estava escondendo algo, mas não. Na verdade, eu não conseguia assumir nem para mim mesma", declarou a filha.

Com o tempo, Solange Couto foi compreendendo melhor a situação e hoje já não foge mais do assunto.

"Não tenho o menor problema com isso. Ela sempre foi e será a minha filha e a Luiza é muito bem recebida na minha casa. Meus melhores amigos são gays desde sempre. E não tem essa história de que só é legal no quintal dos outros. Não teve esse papo de que não quero mais que seja a minha filha. Eu sou casada com um homem 30 anos mais jovem do que eu, fui mãe aos 54 anos e não tenho por que ter esses falsos moralismos", finalizou.
 

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