Palmares

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Um Terreiro a cada Esquina.

As margens do Rio Joanes, em terras que hoje pertencem ao município de Lauro Freitas, gritos e sangue de negros marcaram o início das lutas contra a escravidão e a intolerância religiosa no Brasil.
Durante uma tentativa de destruição dos engenhos da região, em 28 de fevereiro de 1814, cerca de 50 escravos mulçumanos foram mortos por tropas do governo e outros seis foram publicamente enforcados e decapitados na Praça da Piedade, em Salvador.
O massacre, lembrado com lástima pelo historiador baiano Gildásio Freitas, é um marco de resistência da cultura afrodescendente. Hoje, quase 200 anos após o “Levante do Rio Joanes”, dados oficiais revelam que crenças herdadas de africanos escravizados se consolidam progressivamente e moldam os costumes locais.
Segundo o Mapeamento Sociocultural e Étnico do Município, desenvolvido este ano e ainda não divulgado oficialmente, Lauro de Freitas se destaca nacionalmente como a região brasileira com a maior concentração de terreiros de candomblé por quilômetro quadrado.
O levantamento, sistematizado pela Secretaria municipal de Cultura e Turismo (Secult) e pela Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro (Fenacab), revela a existência de 417 terreiros de candomblé cadastrados na cidade, que tem uma proporção espacial de 59 km².
Deste total, 203 foram devidamente mapeados desde o início de 2013. Eles estão distribuídos pelos bairros de Itinga (77), Areia Branca (44), Centro (41), Portão (31) e Caji (10). Dentre eles, 35 já foram visitados até agosto deste ano, e tiveram as características esmiuçadas para a composição do mapeamento.
Foram identificadas quatro nações tradicionais, segmentadas conforme o dialeto, a liturgia e a procedência dos escravos de origem e das divindades por eles cultuadas. Ao todo, são 22 terreiros da nação Ketu (Norte da África / República do Benin), nove da nação Angola (Congo, Angola e Moçambique), dois da Ijexá (Nigéria) e dois de Umbanda (toda a África).
O estudo ainda mostra que três destes terreiros já estão tombados: São Jorge Filho da Goméia, fundado há 60 anos pela Mameto (Ialorixá) Altanira Maria Conceição Souza, conhecida como Mãe Mirinha de Portão; Ilé Asé Opó Angaju, criado por Balbino Daniel de Paula, primeiro filho-de-orixá do sexo masculino, em 1972; e o Ilé Asé Opó Ajagunã, liderado pelo babalorixá Aristides Mascarenhas, conhecido como Pai Ari.
Segundo Mascarenhas, o terreiro que lidera exerce função social por meio da Fundação Ajagunã, que atende a mais de 800 pessoas, entre crianças e adultos, ofertando serviços como creche, reforço escolar, palestras pedagógicas e oficinas de corte e costura.

Independente

O coordenador municipal da Fenacab, Jadilson Lopez, conta que o mapeamento dos terreiros de candomblé surgiu após anos de profundas pesquisas relacionadas à força do povo de santo em Lauro de Freitas.
Desde 2002, a entidade tem trabalhado para ter um levantamento independente e detalhado da região, que não seja vinculado às pesquisas feitas em território soteropolitano. Lopez afirma que o número de terreiros legalizados é apenas um registro oficial de uma quantificação que pode ser bem maior, “já que existem diversos domicílios que abrigam cultos do povo de santo”.
“O levantamento vem pra mostrar a nossa força e, sobretudo, as nossas necessidades. Além de combater a intolerância religiosa, precisamos garantir dignidade às pessoas que frequentam estes terreiros, inclusive, no que diz respeito à oferta de rede de esgoto. Hoje, temos uma grande preocupação com a poluição dos lençóis freáticos. Por isso, brigamos por um projeto que garanta a devida instalação de banheiros nestes espaços”, diz Lopez.

Cultura e identidade

De acordo com a secretária municipal de Cultura e Turismo, Márcia Tude, as informações obtidas até o momento compõem o que ela prefere chamar de “pré-mapeamento”, já que ainda não foram detalhadas as especificidades de todas as nações apontadas no levantamento.
Dentre as características identificadas por meio de mais de 790 entrevistas, Márcia destaca a descoberta de que município possui a maior concentração de terreiros por quilômetro quadrado do País; e dá ênfase à identificação de inúmeros dialetos praticados nestes espaços, que acabam remodelando a própria linguagem local.
“Essas evidências revelam que a cultura afrodescendente é muito forte. E é a força desta cultura que deve impulsionar o seu reconhecimento e valorização”, afirma a secretária.
De acordo com o historiador Gildásio Freitas, a cultura afrodescendente, por meio de amplos costumes e manifestações, está intimamente relacionada à história de Lauro de Freitas.
“Há uma forte ligação, assim como também há nas cidades que ficam no entorno. Vale lembrar que Salvador foi capital do Brasil por 214 anos e que, nessa época, aqui se concentrava grande parte da riqueza do País. Logo, havia também maior presença de negros”, considera.
Esta presença, complementa o historiador, reflete hoje na cultura local. “Temos diversos elementos que comprovam a herança da cultura afrodescendente, como o candomblé, a capoeira e a culinária. Esta influência foi se misturando às outras, como a dos portugueses e indígenas, e resultou nesta miscigenação que temos hoje”, conclui.

Mobilização Política

Mais de 85% da população de Lauro de Freitas é afrodescendente. Seguindo uma lamentável proporcionalidade, o município concentra o terceiro maior índice de mortes entre jovens negros de 14 a 29 anos, no Brasil.
A partir destes dados, a secretária Márcia Tude destaca a necessidade imediata de elaboração de políticas públicas transversais – envolvendo todas as secretarias de governo –, que possam promover a igualdade racial e corroborar com o fim da intolerância religiosa.
Nacionalmente, ela destaca a recente criação do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matrizes Africanas, lançado este ano. O plano pretende justamente promover ações transversais entre as secretarias e ministérios para promover o respeito e o reconhecimento da cultura afrodescendente.
“Temos no município o patrimônio material e imaterial. De material temos pouca coisa: uma igreja secular, além de belezas naturais. A força da nossa cultura está no patrimônio imaterial, que é a baiana de acarajé que respeita a sua tradição e veste a sua indumentária; é a cultura que resiste nos terreiros por meio de manifestações como dança e culinária. Um sinal vermelho se acende para nos atentarmos a estas riquezas”, alerta.
Do mesmo modo, o diretor do Departamento de Promoção da Igualdade Racial (Dpir), Cláudio Reis, reitera a necessidade de comprometimento de todas as secretarias com a valorização da cultural afrodescendente.
“Eu creio que temos, neste momento, uma oportunidade única de promover esta discussão. É uma questão de acessibilidade governamental. O Depir existe desde 2005 e, até então, não foi realizada uma política efetiva de inserção”, critica Reis. Uma medida prevista para janeiro de 2014 deve fortalecer o trabalho do Depir. O órgão, vinculado à Secretaria de Assistência Social, Igualdade Racial e Cidadania, será transformado em superintendência, ganhando maior força política.


Intolerância

O fortalecimento das políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial deve ajudar a combater o preconceito que envolve as religiões de matrizes africanas. Segundo Cláudio Reis, as queixas de agressões e injúria são recorrentes.
No último mês de abril, por exemplo, o babalorixá Anderson Argolo, conhecido como pai Anderson de Oxalá, disse ter sido abordado de forma truculenta por policiais militares. Líder do terreiro Obatalandê, ele foi seguido por uma viatura policial ao deixar o estacionamento de um mercado, em Lauro de Freitas.
Ao ser parado, o babalorixá informou ter passado por uma cirurgia recente e que, por isso, pedia cautela na abordagem. Mesmo assim, teve o rosto jogado contra o capô do veículo.
Ele, que estava acompanhando de dois filhos de santo, ainda lembra que teve uma arma encostada no rosto quando respondeu ao policial que tinha um nome, não um vulgo – termo usado pelo militar ao perguntar o nome do babalorixá.
“Não tenho palavras para descrever o que senti e o que estou sentindo nesse momento. Nunca passei por tamanho constrangimento. Vi nos olhos das pessoas simples, dos comerciantes que me conheciam, a revolta e o medo com aqueles que, em tese, estão ali para nos defender”, disse em carta aberta, divulgada pelo Facebook.
Dias após a denúncia, o secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Almiro Sena, pediu desculpas ao pai de santo, em nome do Governo do Estado.
Fonte:
http://olarevista.com.br/site/um-terreiro-em-cada-esquina/

terça-feira, 8 de abril de 2014

Cachoeira é rica em patrimônio, 

mas serviços deixam a desejar.

Para quem quer conhecer um pouco mais do município que tem pouco mais de 32 mil habitantes, não faltam opções culturais.
Se você está em Salvador, precisa apenas de uma hora e meia para ser transportado ao Brasil colonial. Basta dirigir 110 quilômetros até Cachoeira para caminhar pelas ruas da cidade que sediou batalhas pela independência da Bahia, ainda no século XIX.
Para quem quer conhecer um pouco mais do município que tem pouco mais de 32 mil habitantes, não faltam opções culturais – seja pelo sincretismo religioso, pelas igrejas e terreiros de candomblé, pela culinária ou pelos engenhos às margens do Rio Paraguaçu. 
Na beira do Rio Paraguaçu, a histórica cidade de Cachoeira encanta pela beleza de sua arquitetura, suas igrejas e terreiros, mas não há infraestrutura para receber bem os turistas.

Não é por acaso que, nos últimos anos, a cidade tenha atraído eventos como a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) e o festival de cinema Cachoeira Doc. Mesmo assim, Cachoeira ainda precisa aprender com colegas como Paraty, no Rio de Janeiro, que se tornou referência em sediar eventos como a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
Isso fica claro, por exemplo, quando alguém pensa em se hospedar em Cachoeira em períodos como o da Flica ou o São João. O evento literário atrai cerca de cinco mil pessoas por dia. O São João, 30 mil. Mas Cachoeira conta com aproximadamente 500 leitos, segundo a prefeitura. Por sua vez, Paraty tem 11 mil, de acordo com a Secretaria de Turismo da cidade.
Para completar, na Flica, aqueles que deixam para o último minuto nem devem mais ter chance. Não há mais vagas na cidade: todos os leitos já foram reservados.
O produtor Marcus Ferreira, um dos organizadores da festa, diz que os limites da hospedagem em Cachoeira atrapalham até as possibilidades de ampliação do evento. “Mesmo para o público de hoje, se tivéssemos dois mil leitos, acho que não seria suficiente”. Para ele, é preciso investir na estrutura da cidade.
“Além da hospedagem, o Museu (Regional de Cachoeira) devia ficar aberto aos domingos, por exemplo. Também é preciso formalizar o calendário de eventos da cidade, incluindo os mais simples, como as festas nos terreiros. Isso ajuda a mostrar o potencial que temos”, acrescenta Ferreira.
Investir? 

O secretário  de Turismo de Cachoeira, José Luís, reconhece a deficiência na hotelaria, mas acredita que estar perto de Salvador ajuda. “Temos essa vantagem. Além disso, temos trabalhado para tentar atrair o setor empresarial. A visibilidade de eventos como a Flica já ajuda a mostrar que vale a pena investir”.

Além disso, Cachoeira é um dos cinco municípios baianos incluso no Programa de Hospedagem Cama e Café, do Ministério do Turismo. Popular em países como os EUA e Inglaterra, esse modelo de hospedagem prevê o aluguel de um quarto pelo turista, com serviços de alimentação e limpeza, mas sem que o dono da casa precise sair.
De acordo com o prefeito de Cachoeira, Carlos Pereira, o município está preparando novos eventos para o próximo ano. “Estamos tentando atrair novas festas, como um festival de reggae e uma feira gastronômica, para que o turismo aqui não seja só sazonal”. 
 
Na Flica, deve ser lançado um guia turístico de Cachoeira, com os principais eventos da cidade, além de um novo roteiro para visitantes. Com isso, o prefeito espera atrair investidores. “A Flica já vem ajudando, trazendo um público diferente para Cachoeira”. 

Roteiro 

Quem consegue hospedagem, pode sair tranquilo para apreciar a culinária local. Anote aí: é obrigatório provar a maniçoba. Para os moradores, é o prato tipicamente cachoeirano.

E para continuar a lista de recomendações, não dispense um passeio de barco pelo Rio Paraguaçu. Vale também descer do barco para conhecer as ruínas do Engenho Nossa Senhora da Vitória, que foi fundado em 1812 e funcionou por quase 150 anos.
Até os barcos precisam de investimentos - atualmente, apenas três barqueiros fazem a travessia para os turistas, segundo a Secretaria Municipal de Turismo. Porém, o prefeito Carlos Pereira informou que já foi encaminhado um projeto à Câmara Municipal que prevê a construção de um novo píer com atracadouro para a cidade.
Além disso, a cidade deve receber R$ 106 milhões do  Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. O dinheiro deve ser destinado à recuperação de monumentos e prédios antigos, além da construção de um novo resort. Ainda não há previsão para o início de nenhuma das obras.

Com hotéis lotados, Flica terá esquema bate e volta
Já que não há mais quartos disponíveis nos hotéis para a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), agências de turismo estão organizando pacotes de bate e volta: o turista fica hospedado em Salvador, mas tem transporte para Cachoeira todos os dias. De acordo com a Secretaria de Turismo do Estado (Setur), a iniciativa já foi adotada por empresas como a Lilás Turismo.
Alguns dos hotéis da cidade, como a Pousada do Convento, foram fechados desde o ano passado — os 26 apartamentos foram reservados pela organização da festa. Em outros estabelecimentos, como o Aclamação Apart Hotel, não há quartos desde março. Lá, a preparação já começou. “Ano passado, contratamos 15 novos funcionários para o restaurante e foi difícil. Esse ano, vamos trabalhar com 20”, contou o gerente do hotel, Daniel Santana.

Paraty tem 11 mil leitos de hotel
Apesar da importância histórica e de terem se tornado sedes de feiras literárias e festivais de música, Cachoeira e Paraty, no Rio, ainda estão distantes em estrutura. Na cidade fluminense, segundo o secretário-adjunto de Turismo, Gabriel Costa, há cerca de 600 hotéis e pousadas. O número de leitos chega a 11 mil — suficiente para a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que tem público de 25 mil pessoas. “Geralmente, temos 80% de ocupação durante a Flip. Mas ela tem o poder de divulgar a cidade. Nossa indústria é o turismo. Só a Flip gera cerca de 500 empregos”.

Culinária

Em Cachoeira, tem que comer maniçoba. Mas o cardápio ainda tem pratos como muqueca e escondidinho. No entanto, a cidade tem apenas entre 12 e 15 restaurantes, segundo o prefeito Carlos Pereira. Os empresários dizem que é difícil comprar alguns ingredientes. “Queijos como gorgonzola, a gente não acha”, diz Daniel de Burgos, dono do restaurante Casa di Taipa.


Cultura

Cachoeira tem 44 terreiros de candomblé catalogados. Alguns, como o Ilê Axé Ici Mimó, têm mais de 200 anos. Segundo Pai Duda, responsável pela casa, todo dia 31 de julho os membros fazem um culto único no Brasil. “É para Obaluaê, para lembrar a cura de várias pessoas durante uma epidemia de cólera”. Por outro lado, a Festa da Boa Morte não está atraindo muitos turistas este ano. Ela acontece de 13 a 17 deste mês. Nos três principais hotéis – Pousada do Convento, Aclamação Apart e Cachoeira Apart– as reservas não chegaram a 50%. No entanto, segundo a coordenadora da Irmandade, Conceição Sala, o número de visitantes não diminuiu. “Mas a cidade não tem estrutura. Eles vêm, mas preferem se hospedar em outros lugares, como Salvador”. Desde novembro, o prédio da Irmandade está fechado para reformas. 

Hotéis

O maior hotel de Cachoeira, a Pousada do Convento, está passando por reformas. O convento foi transformado em pousada em 1981, mais de 200 anos após ter sido construído. Atualmente, a cidade tem cerca de 15 hotéis, segundo a prefeitura, mas os 500 leitos são insuficientes para festas como a Flica, que atrai 5 mil pessoas por dia.

Patrimônio

Cachoeira tem um complexo que inclui sete igrejas católicas, incluindo as duas igrejas do Conjunto do Carmo. Mas, à exceção da Igreja da Ordem Terceira, os turistas só podem conferir o lado de fora das construções – elas ficam fechadas na maior parte dos dias. No entanto, o prefeito Carlos Pereira diz que está em busca de alternativas para manter as igrejas e outros prédios históricos abertos para visitação nos finais de semana.

Fontes:
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/cachoeira-e-rica-em-patrimonio-mas-servicos-deixam-a-desejar/

quinta-feira, 3 de abril de 2014

#EuNaoMerecoSerEstuprada



As participantes do grupo Eu não mereço ser estuprada vão fazer a partir das 20h deste domingo (30) um protesto coletivo e virtual. Elas convidam os internautas a postar junto com elas fotos sem blusa e com mensagens de protesto. O movimento #EuNaoMereçoSerEstuprada (e suas variáveis #EuNaoMerecoSerEstuprada e #EuSouMinha) começou nas redes sociais, como FacebookInstagramTwitter Tumblr, após a pesquisa do Ipea (Instituto Econômico de Pesquisa Aplicada, do governo federal) indicar que 65% dos entrevistados acreditam que mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas.


A comunidade, formada assim que foi divulgado o resultado da pesquisa, na última quinta-feira (27), já tinha 35,7 mil inscritos na manhã deste domingo.

Uma das incentivadoras do movimento online, Nana Queiroz publicou ontem em sua página pessoal no Facebook que foi ameaçada após a iniciativa.
"Amanheci de uma noite conturbada. Acreditei na pesquisa do Ipea e experimentei na pele sua fúria. Homens me escreveram ameaçando me estuprar se me encontrassem na rua, mulheres escreveram desejando que eu fosse estuprada", dizia o post.


No grupo, ela postou orientações aos participantes de como denunciar aqueles que têm feito comentários agressivos e que podem ser entendidos como incitadores do estupro e da violência, o que é considerado crime.






Vários internautas estão ironizando o conteúdo divulgado pelas participantes, associando feministas a mulheres indesejadas, afirmando que mulheres deveriam andar armadas para não serem violentadas e lançando provocações, como "ninguém é estuprada em casa lavando a louça" e "o feminismo acaba quando chega a conta do restaurante".


Mulheres: de vítimas a algozes, o que a mídia tem a ver com isso? 

- Por: Mariana Martins.




integrantes do Intervozes se somam à mobilização #EuNãoMereçoSerEstuprada. Foto: Jacson Segundo/Intervozes




Pesquisa do Ipea mostra naturalização da opressão de gênero e traz à tona violências sofridas em nossos cotidianos. Uma situação que tem tudo a ver com a mídia.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgou, no dia 27 de março, a pesquisa "Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS)", que revela o entendimento de brasileiros e brasileiras sobre a violência contra a mulher. De acordo com o estudo, 58% dos quase 4 mil entrevistados responderam que "se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros". Já 82% disseram que "em briga de marido e mulher não se mete a colher".



A pesquisa comprovou questões latentes do dia a dia dos brasileiros e das brasileiras. Feita no meio do ano passado, não poderia ter sido divulgada em momento tão oportuno. Na semana passada, notícias alertaram para homens presos em metrôs de grandes cidades brasileiras por estarem "encoxando" mulheres nos transportes públicos. Desde adolescente, sei e senti na pele o horror do ambiente machista e opressor que se tornou o transporte público. Seja aqui ou na Índia, mulheres foram e continuam sendo estupradas nos coletivos, não podem andar sozinhas à noite, não podem, não podem e não podem. Somos socializadas na negação das nossas vontades e da nossa autonomia. Com medo de um imaginário social e de uma violência física e simbólica.


Uma pequena amostra do quão esta pesquisa do IPEA é um claro reflexo do pensamento majoritário da sociedade brasileira me ocorreu também esta semana. Estava em um congresso acadêmico quando fui abordada por uma professora que se revoltara ao ver algumas das estudantes voluntárias do congresso acuadas atrás de uma bancada e transtornadas pelos comentários da pessoa que as havia mandado para aquele lugar. Eram universitárias de vinte e poucos anos que estavam no congresso usando "shorts" e que, por isso, "não poderiam ficar circulando" pelas áreas do evento "para não provocar os professores estrangeiros". E, no caso, quem deveria se esconder? As meninas, "lógico", afinal elas estavam "provocando" os estrangeiros com suas roupas.


Aquele relato me deixou revoltada e, no dia seguinte, acabei lendo a pesquisa do IPEA. Pela primeira vez, concordei com a frase: "imagina na Copa!". Tive um medo tremendo de como as mulheres brasileiras, já culpabilizadas por tudo que fazem contra elas, podem ser mais uma vez consideradas "algozes" das violências que sofrem. "Mas o que a Copa tem a ver com isso?", devem pensar os mais inocentes. Respondo: tudo! Infelizmente, a imagem da mulher brasileira foi historicamente ostentada no exterior como objeto de desejo sexual, inclusive por campanhas institucionais que apresentavam mulatas seminuas e faziam convites ao turismo sexual. Esse imaginário, sabemos, não se desfaz da noite para o dia e, muito menos, sem uma imprensa e um poder público imbuídos da responsabilidade de combater o machismo em todas as suas formas.


Há muito pouco tempo, alguns aspectos da violência de gênero vêm se tornando alvo de políticas públicas importantes como a Lei Maria da Penha, mas precisamos ainda da revolução imagética e simbólica do lugar e da autonomia da mulher. Para isso, dependemos sim de uma mídia responsável, não de uma imprensa que não só não se posiciona contra o machismo e todas as formas de violência e opressão, como também não se sente responsável pelo combate a todo e qualquer tipo de violação de direitos.


Ainda hoje, assistimos, cotidianamente, a mulher ser objetificada pela publicidade, ser estereotipada nas novelas, nas bancadas dos telejornais, nas previsões do tempo, nos programas de humor. Vemos também as dores de mulheres estupradas, agredidas, violentadas serem expostas e usadas para alavancar audiência. O Big Brother Brasil, por exemplo, além de objetificar e estereotipar as mulheres, foi capaz de negar o abuso sofrido por uma participante alcoolizada. Na ocasião, também veio à tona a responsabilização da mulher, que "bebeu mais do que deveria". O apresentador Pedro Bial e a própria rede de TV negaram a gravidade do fato, que teve apenas na internet um espaço para amplo debate.


Esses veículos são os mesmos que negam a existência do racismo no Brasil e insistem em defender que o machismo também é criação das "feminazes", do PT, do governo. Resta questionar: a quem interessa negar a existência do machismo? De certo, aos que acham que podem comparar a culpabilidade de um estupro a de um roubo, como fez o blogueiro da Revista Veja, Felipe Moura Brasil. 



Pasmem, mas, nas palavras do blogueiro, "(...) é perfeitamente compreensível o raciocínio de que se elas [as mulheres brasileiras] não usassem roupas tão provocantes atrairiam menos a atenção dos estupradores, assim como, se os homens não passassem de Rolex ou de Ferrari em áreas perigosas, atrairiam menos a atenção de assaltantes. E nada disso seria culpá-los dos crimes que os demais cometeram".


As contradições das palavras de Felipe se desenrolam por todo o texto, que tenta encontrar nas intenções políticas do governo e nas mulheres a razão de ser do resultado da pesquisa do Ipea. Chega a ser irônico que a mesma conclusão não seja usada para dizer que o homem que estava na sua Ferrari ou com o seu Rolex é culpado por ter sido roubado, lógico! Por um acaso, quando Luciano Huck teve seu relógio roubado, alguém na imprensa o culpou? Nunca vi um homem ser culpado por ser roubado, mas o blogueiro da revista de maior circulação do país diz ser perfeitamente compreensível o raciocínio de que as roupas provocantes atraem a atenção dos estupradores. Lamentável.


Essas e outras questões mostram, tanto de forma escancarada como de forma sutil, que o machismo no Brasil ainda é muito forte, vai além das diferenças salarias entre homens e mulheres e da quádrupla jornada feminina (trabalho – casa – marido – filhos). O machismo no Brasil é sim um machismo medieval, um machismo que além de violar os direitos e violentar as mulheres, faz com que recaia sobre elas toda a culpa e responsabilidade pelos reflexos desse machismo, que acaba sendo internalizado inclusive por muitas mulheres. Afinal, o machismo não escolhe gênero e tem inumeráveis meios de propagação, dentre eles a mídia, que se mostra, em sua maioria, conservadora e preconceituosa, superficial e espetacularizada.



Por outro lado, há de se registrar e valorizar os meios que insurgem no combate à violência contra a mulher, mesmo que em menor medida e ainda de forma tímida. Posso citar aqui dois bons exemplos que, nesses últimos dias, encheram-me de esperança: o Diário de Pernambuco e a Empresa Brasil de Comunicação. Ambos publicaram em suas páginas eletrônicas, e o Diário de Pernambuco também na sua edição imprensa, declarações de funcionárias e funcionários que repudiavam os resultados desta pesquisa, ao invés de utilizar oratórias demagogas para negar o óbvio e culpar, mais uma vez, nós, mulheres.


E mesmo a polêmica pesquisa do Ipea nos mostra que nem tudo é retrocesso. Rafael Osorio, diretor de Estudos e Políticas Sociais do instituto, explicou que outras formas de violência estão sendo percebidas pela população. Segundo Osório, "Existe atualmente uma rejeição da violência física e simbólica – xingamentos, tortura psicológica". Quem sabe com uma impressa mais preocupada e responsável pelo fim das desigualdades e que compreenda seu papel nos processos sociais mais complexos e duradores, possamos sonhar com dias melhores, com a autonomia e ações simples como escolher a roupa que se quer vestir e não ser julgada ou estuprada por isso.


*Mariana Martins é jornalista, doutora em Comunicação Social pela UnB e integrante do Intervozes.



RESPEITO é
BOM E TODOS 
NÓS GOSTAMOS
AMO MINHAS MÃES
E ELAS SÃO MULHERES
EU ESTOU NESSA LUTA
ELAS MERECEM CARINHO
E AMOR!!!

FONTE:
http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questoes-de-genero/265-generos-em-noticias/24133-apos-ameaca-movimento-contra-estupro-marca-protesto-coletivo-online

http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questoes-de-genero/180-artigos-de-genero/24143-mulheres-de-vitimas-a-algozes-o-que-a-midia-tem-a-ver-com-isso-por-mariana-martins

terça-feira, 1 de abril de 2014

#diga não ao preconceito

Após vencer Oscar, Lupita Nyong'o 

enfrenta o preconceito de Hollywood.





A atriz queniana Lupita Nyong'o, nascida no México quando os pais visitavam o país, brilhou muito no Oscar deste ano por sua beleza e pelo seu talento. A atriz deixou a premiação com a estatueta de melhor atriz coadjuvante por "12 Anos de Escravidão", que também levou o prêmio de melhor filme. Com um currículo invejável, a atriz deveria estar sendo disputada a tapas pelos executivos dos estúdios, mas segundo reportagem do site The Hollywood Reporter, não é isso que está acontecendo. A atriz enfrenta dificuldades por ser negra.
Após ganhar um Oscar, esperava-se que ela, antes do filme uma completa desconhecida, entrasse para a lista A de Hollywood, assim como aconteceu com Jennifer Lawrence, mas as coisas não são tão simples assim. Hollywood tem atores negros no alto escalão, como Eddie Murphy, Denzel Washington e Will Smith, mas não há nenhuma atriz negra com o status alcançado por Julia Roberts. Whoopi Goldberg chegou perto quando ganhou o Oscar de melhor atriz por "Ghost", mas apesar desse momento, ela não conseguiu se sustentar no topo.


Para complicar ainda mais as perspectivas de Noyong'o, ainda há o preconceito da indústria que costuma favorecer atrizes com a pele mais clara. "A Beyoncé seria quem ela é se ela não tivesse a cor que ela tem?", questinou o agente de talentos Tracy Christian. "Com a pele mais clara, mais pessoas podem olhar para sua imagem e se identificar. No caso da Lupita, eu acho que ela tem dois anos e meio, três. Se ela encontrar uma franquia, como 'Star Wars' e 'Identidade Bourne',  ou se for escalada por um diretor importante, ela brilhará".




Em uma entrevista para a revista "Essence", a atriz disse que quando era mais nova, rezou para ter uma pele mais clara. Ela via sua pele como um obstáculo a ser superado até que, inspirada pela modelo sudanesa Alek Wek, começou a se apreciar. "Eu espero que minha presença na tela leve outras meninas a admirarem sua própria beleza", disse ela.

O produtor executivo de "Dear White People", filme com um protagonista negro, disse à reportagem que espera que Hollywood deixe o preconceito para trás. "Encontrei com Lupita algumas vezes e o que mais me fascinou foi o seu intelecto. Nyong'o já está provando que é mais do que um rostinho bonito, com um tipo de inteligência atrai diretores de primeira linha", disse ela. "Todos gostariam de assinar com ela", disse um agente de grandes filmes sobre a impressão que ela deixou em Hollywood. Agora, ela deve estar tendo encontros com Spielberg e Scorsese. O que ela deve fazer é apenas trabalhar com grandes diretores". 

Fonte:
http://www.geledes.org.br/patrimonio-cultural/artistico-esportivo/artes/teatro-a-cinema/24130-apos-vencer-oscar-lupita-nyong-o-enfrenta-o-preconceito-de-hollywood

sábado, 29 de março de 2014

SALVADOR BAHIA 1ª Capital do Brasil PARABÉNS PELOS SEUS 465 ANOS DE ALEGRIA !!!

EU SALDO A MINHA FÉ
E A MINHA TERRA NATAL.
PARABÉNS SALVADOR- BAHIA!!!



SUA HISTÓRIA E FUNDAÇÃO :

A história do Brasil teve início na Bahia. Salvador foi a primeira capital do país até o ano de 1763. Chamada na época de sua fundação por “São Salvador da Bahia de Todos os Santos”, a cidade passou a ser descoberta pelos colonizadores no ano de 1510, quando um navio francês naufragou em terras baianas, trazendo a bordo um dos mais importantes personagens históricos da colonização baiana, Diogo Álvares, conhecido como Caramuru. Juntamente com a índia Paraguaçu, Caramuru desempenhou importante papel dentro da história da colonização da Bahia. 

(A mais bela das Belas Cidades Salvador-Bahia)

Por volta de 1536, o rei de Portugal, D João III dividiu as terras brasileiras em Capitanias Hereditárias. Os donos das Capitanias eram chamados de donatários e Francisco Pereira Coutinho ganhou parte da território de Salvador, fundado na época como “Arraial do Pereira”. Coutinho teve o comando do Arraial, mais tarde batizada de “Vila Velha” até 1549 na ocasião da chegada de Tomé de Souza, o primeiro governador geral do Brasil. Juntamente com Tomé de Souza desembarcaram em Salvador seis embarcações com uma comitiva de aproximadamente 10 mil pessoas para fundar sob ordens do rei de Portugal, a cidade de “São Salvador”. Após o governo de Tomé de Souza, governaram o país Duarte da Costa e Mem de Sá, que teve o comando do país até 1572.

(Monumento do Poeta Castro Alves)

Neste período a Bahia era a região que mais exportava açúcar, considerado na época o produto mais exportado do país. A fama e a riqueza da província baiana, despertaram a cobiça de outros países no início do século 17. Nestes tempos Portugal estava unido com a Espanha, colocando várias restrições ao Brasil como, o impedimento do país em firmar relações comerciais com a Holanda. Este fato, ligado a riqueza desencadeada pela exportação do açúcar, fez com que a Holanda resolvesse invadir a Bahia. Uma esquadra comandada pelo holandês Jacob Willekens, chegou às terras baianas em 1624 com 26 navios. 

(Elevador Lacerda e Mercado Modelo)

Neste período foi construída em Morro de São Paulo a Fortaleza de Tapirandu, uma importante estratégia para defender a Baía de Todos os Santos. Os invasores holandeses ocuparam Salvador e permaneceram por cerca de um ano até serem expulsos pela força luso-espanhola. 

(Av. Contorno)

Salvador foi capital e sede da administração colonial do país até o ano de 1763, quando a sede do império foi transferida para a cidade do Rio de Janeiro. Apesar da mudança da sede da Coroa, Salvador continuou a se destacar dentro do cenário de colonização do país e anos depois na fase de independência do Brasil, em 1822, a capital baiana protagonizou uma luta que se arrastou por mais de um ano, mesmo após o Brasil ficar independente de Portugal. Somente no dia 2 de julho de 1823, a Bahia pôde comemorar a independência brasileira. 

(construção da Ponte Salvador à Ilha de Itaparica)

Em 16 de novembro de 1889 foi proclamada a República na Bahia, pelo coronel Frederico Cristiano Buys. O primeiro governador eleito baiano foi Joaquim Manuel Rodrigues Lima (1892-1896). Após veio a administração de Luís Viana (1896-1900), quando ocorreu um dos mais marcantes episódios baianos, a guerra de Canudos. De 1908 a 1911, a Bahia foi governada por João Ferreira de Araújo Pinho, que teve que renunciar ao mandato antes do término devido a uma crise política desencadeada neste período. 

(Dique do Tororó e Arena Fonte Nova)

Na ocasião Joaquim Seabra, ministro da Viação no governo de Hermes da Fonseca, governou o estado baiano até 1916. O governo de Seabra foi marcado pela urbanização da cidade de Salvador. No ano de 1920, Seabra tentou eleger-se novamente, mas sofreu uma forte oposição. Em 1920, o governo brasileiro decretou a intervenção no estado e os anos seguintes foram marcantes em territórios baianos e brasileiro, devido acontecimentos mundiais como a Segunda Guerra Mundial.

(Elevador Lacerda)

A NOSSA CULTURA


(Basílica do Bonfim)

A  Bahia tem uma cultura muito diversificada dentro do Brasil. 
Também tem um belíssimo acervo muito rico de obras arquitetônicas e religiosas em Salvador. Tem as  mais típicas manifestações culturais populares, assim como a música cujo gênero musical é o Axé,  que surgiu por volta dos anos 80, nas manifestações populares do carnaval de Salvador, cuja sua mistura é o  maracatu, frevo, reggae, forró e calipso.  O termo  “Axé” vem da saudação religiosa do Candomblé  e Umbanda que quer dizer energia positiva.

(Bloco Afro Olodum)

A dança também provém dos negros africanos, praticada no “samba de roda”, denominada  capoeira, com seus  movimentos ágeis, que mexe o corpo todo,  mistura de dança e de luta. O maculelê segue o mesmo rítimo da dança   agregada na dança com bastões e facão.  A diferença entre as outras lutas é que a capoeira tem todo aquele toque mágico,  pois a  música vem dos instrumentos artesanais como o berimbau, pandeiro e atabaque.  Por volta de 1870, as baianas começaram a migrar para o sudeste procurando emprego,  faziam festas e dançavam com roda de samba, para vender os famosos “acarajés” e gamelas feitas de madeira.  A dança de roda foi o que deu origem para o samba dos cariocas.

(Bloco Afro Ilê Aiyê)

O Candomblé é uma das mais fortes expressões culturais baianas.  Esta religião faz parte da história, está no sangue do povo.

(artesanato de orixá)

É possível assistir à cerimônias religiosas tradicionais nos terreiros de candomblé, participando também das homenagens divinas aos santos como Iemanjá, Ogun ou Xangô.
A Bahia é a terra de todos os santos, ritos e mitos. 
As suas características próprias, provém da rica miscigenação entre índios, o português colonizador e o negro da Angola, que foi feito escravo durante muito tempo. 

(Filhos de Gandhy)



SUAS CULINÁRIAS

(lagosta)


Do apimentado tempero da cozinha típica, à fartura de cores e sabores, tudo isso faz da  Bahia uma terra de culinária rica, exótica e deliciosa.
A fartura de cores e sabores está em todos os cantos da Bahia. Do apimentado tempero da cozinha típica à diversidade da culinária do Sertão, passando pelos  doces de frutas tropicais e os mais variados bolos, fazem da Bahia uma terra de culinária rica, exótica e deliciosa. 

(Acarajé)



FELICIDADES SALVADOR
MINHA TERRA, MINHA FÉ MINHA ALEGRIA




ATRAÇÕES:

Sábado - 29 de março
6h Alvorada de fogos Barra/Itapuã/ Boca do Rio/ Periperi/Comércio/Boa Viagem/ Ribeira/ Santo Antônio Além do Carmo/ Pernanbués/Pirajá
9h Caminhada da Cidade - Farol de Itapuã/ Costa Verde
8h30 Homenagem da Irmandade do Bonfim aos 465 anos de Salvador Igreja do Bonfim
12h  Festival  de Cordelistas – Apresentação de Caboquinho e João Ramos
17h - Soledade:   Apresentação do espetáculo de dança “Eufhorico esteve aqui”
17h30 Palco Dique - Show Cheiro de Amor e convidados
19h Palco Cajazeiras  - Show Adão Negro/ Cascadura/ Marcelo Nova Cajazeiras
20h - Igreja de Santana – Rio Vermelho: Apresentação do espetáculo teatral – Compadre de Ogum.


30 de março - domingo
8h Corrida Colorida Jardim de Alah/Aeroclube/Jardim de Alah
9h Rua de Lazer/Dique do Tororó: oficina de grafite
9h Rua de Lazer/Barra: Com a participação especial da turma do Barrinha. 
9h Passeio Ciclístico Guiado - O percurso do Passeio Ciclístico tem início no Campo Grande, segue pela Avenida Sete, Rua Chile, Praça Municipal até a Praça da Sé.  Desde a abertura, um grupo de atores, músicos e dançarinos caracterizados apresentam esquetes teatrais alusivos a fatos históricos, monumentos e personagens referentes a quatro pontos específicos do trajeto: Campo Grande, Piedade, São Bento, Praça Castro Alves e Praça da Sé. Campo Grande/Praça Municipal
10h30h Palco do Dique – Vitrola Baiana 
14h Entrega da “Fonte da Margem do Dique” –  Ladeira da Fonte das Pedras
15h  Entrega das intervenções Urbanas
16h - Parque de Pituaçu:  Apresentação do espetáculo circense Fome de Circo 
17h30 Palco Cairu – Malê/ Durval Lelis/ Bell Marques
20h Apresentação do espetáculo teatral – Compadre de Ogum.  Igreja de Santana – Rio Vermelho.

(Centro Executivo da Av. Tancredo Neves)

FONTES:

http://g1.globo.com/bahia/noticia/2014/03/prefeitura-divulga-programacao-oficial-do-aniversario-de-salvador.html
http://www.salvadorbahiabrasil.com/historia-salvador.htm
http://www.salvadorbahiabrasil.com/cultura-salvador.htm

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Greenpeace: Liga das Florestas

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