Palmares

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sábado, 28 de março de 2015

O ASSASSINATO DO LÍDER DE CONGO, PATRICE LUMUMBA.


O assassinato de Patrice Lumumba, primeiro ministro da República Democrática do Congo, em 17 de janeiro de 1961, foi encomendado por Dwight D. Eisenhower, presidente dos Estados Unidos, e pago pelo governo de John F. Kennedy, seu sucessor. 


"O tempo é senhor da razão” diz o provérbio, segundo o qual o passar do tempo esclarece todas as dúvidas. Foi necessário mais de meio século para o Estado norte-americano admitir sua responsabilidade no homicídio que vitimou Patrice Lumumba, líder da independência do antigo Congo Belga, cujas consequências o tornam um crime de lesa-humanidade. Hoje, já se sabe que o republicano Eisenhower ordenou diretamente a Allen Dulles, diretor da CIA de 1953 a 1961, que Lumumba fosse eliminado.

A agência montou o “Projeto Wizard” e a missão só foi cumprida no início do governo do democrata JFK, que destinou 500 mil dólares para pagamento das tropas e equipamentos militares, no Congo. Boa parte dessa quantia foi recebida pelos assassinos do primeiro ministro congolês. Em depoimento ao senado norte-americano, em 1975, que investigava o assassinato de Kennedy, Robert Johnson afirmou que no momento em que o presidente dos EUA deu essa ordem direta a Dulles, provocou no grupo presente na reunião um silêncio que durou cerca de 15 segundos. Há até pouco tempo, a gravação desse depoimento foi mantida em segredo.

Os antecedentes da tragédia:
Financiado por Leopoldo II, o rei da Bélgica, em 1878, o explorador Henry Stanley chegou à África Central com a missão de fundar entrepostos comerciais com povos da etnia Banto, distribuídos em algumas centenas de reinos, sendo os dois maiores Baluba e Congo. A descoberta de que as montanhas de Katanga, ao sul da região, guardavam milhares de toneladas de diamantes despertou a cobiça das nações europeias e de seus aliados. A Conferência de Berlim, entre 19 de novembro de 1884 e 26 de fevereiro de 1885, decretou que aquele território era uma possessão pessoal de Leopoldo II, responsável por um dos maiores genocídios da história da humanidade, e em 1908 foi oficializado como colônia da Bélgica, passando a se chamar Congo Belga.

Através de mineradoras multinacionais e da violenta força de repressão colonial, o Ocidente explorou o Congo e seus povos, na primeira metade do século 20, até surgir um líder eloquente e anticolonialista convicto chamado Patrice Émery Lumumba. Funcionário dos correios, nascido em 1925, em Sancuru, província de Kasai, ele fundou, em 1958, o MNC – Movimento Nacional Congolês. Em 30 de junho de 1960, o país conquistou a independência e a maioria dos colonos europeus fugiu. Realizaram-se eleições que tornaram Joseph Kasavubu presidente, e Lumumba primeiro ministro. A busca de apoio institucional e militar na União Soviética revoltou a opinião pública ocidental.


A CIA e o exército belga, agora sob ordem do rei Balduíno I, financiaram as lideranças regionais para destituir o novo governo. Convenceram os habitantes de que Katanga, tão rica, não poderia ficar sob o domínio comunista. Dez semanas depois da posse, revoltas eclodiram em todo o país sob liderança de Moise Tshombe. A ONU enviou os boinas azuis da Força de Paz sob comando norte-americano, masLumumba foi sequestrado por mercenários, torturado e fuzilado diante do “soldados da paz”. Ao assumir o poder, Tshombe enfrentou novas rebeliões. Houve golpes e contragolpes, até 1965, quando Mobutu Joseph Désiré tomou o poder e permaneceu por mais de três décadas.

A política de “africanização” de Mobutu, proibindo nomes ocidentais e cristãos, mudando a denominação do país para Zaire e a da capital de Leopoldville para Kinshasa, também incomodou o Ocidente, que o apoiava. Ele mudou até o próprio nome para Mobutu Sese Seko Koko Ngbendu wa za Banga, que significa “o todo-poderoso guerreiro que, por sua resistência e inabalável vontade de vencer, vai de conquista em conquista, deixando fogo à sua passagem”. Nas duas décadas que se seguiram, o país enfrentou a guerra civil. Agora, os ocidentais financiavam o oposicionista, Laurent-Désiré Kabila.

Vencido, em 1997, Mobutu fugiu para o Marrocos, onde morreu. Kabila assumiu o poder e o país voltou a se chamar República Democrática do Congo. O novo governo prometeu democratização, mas tomou medidas autoritárias, gerando novas revoltas, agora patrocinadas pelos governos de Ruanda e Uganda, conforme os interesses das potências ocidentais.

Laurent Kabila se manteve na presidência, graças ao apoio militar de Angola, Zimbabwe e Namíbia, até ser assassinado, em 2001. Em 2006, aconteceram as primeiras eleições presidenciais naquele país, depois de 40 anos. O vencedor foi Joseph Kabila Kabange, filho de Laurent, que ainda preside o país. Resta saber se a significativa indenização devida pelos EUA por sua responsabilidade no assassinato de Lumumba ajudará a fortalecer esse país democrático e ressarcirá os herdeiros daquele que foi um dos grandes líderes do continente africano no século 20.


Fonte:

http://raca.digisa.com.br/colunistas/o-assassinato-do-lider-de-congo-patrice-lumumba/3066/



quinta-feira, 26 de março de 2015

Kimpa Vita

LIDERANÇA FEMININA AFRICANA


Oswaldo Faustino conta a história de Kimpa Vita, grande liderança feminina que foi queimada na Inquisição por pregar um cristianismo africano.



 liderança feminina no movimento social negro tem um sem número de referências históricas. Uma delas floresceu no início do século XVIII, no então Império do Kongo. Depois de um período de 200 anos de decadência, a situação tenebrosa do reino levou a jovem profetisa Kimpa Vita a liderar uma reação religiosa e política. Facilmente, Kimpa Vita pode ser comparada à jovem camponesa francesa Joana D’Arc, acusada pela Inquisição de bruxaria e de blasfemar. Assim como ela, a africana teve visões, cativou as massas, enfrentou guerras e irritou os ortodoxos do catolicismo. Foi igualmente acusada de heresia e executada na fogueira. A diferença é que a francesa, cinco séculos depois, recebeu o título de mártir e foi canonizada. A africana, não. Algumas de suas ideias, porém, podem inspirar a inculturação evangélica expressa nas chamadas missas-afro.

O Império do Kongo, fundado no século XIII por Ntinu Wene, seu primeiro manicongo – título do imperador –, existiu até 1914. Seus 130 mil quilômetros quadrados se estendiam pelo que é hoje o norte de Angola, a República Democrática do Congo (ex- Zaire), a República do Congo (Brazzaville) e parte do Gabão. Sua capital era Mbanza Kongo. Ao chegarem ali, no final do século XV, os navegadores portugueses encontraram uma nação que gozava de supremacia: civilização desenvolvida e opulenta, que vestia seda e veludo; soberanos poderosos, mais de 1 milhão de habitantes, terras férteis cultivadas, indústrias, tecnologia de extração do sal, produção de joias e recursos naturais, como o ouro, o cobre e o ferro. Convertido, o manicongo Nzinga-a-Nkuwu, em 1509, tornou o catolicismo a religião oficial do Império. Mudou seu nome para João I e o da capital para São Salvador. Os demais soberanos que se sucederam também adotaram nomes europeus. Porém, no final do século XVII, o Kongo vivia duas realidades: forte influência dos missionários e uma guerra civil, por disputa pelo trono ocupado por Pedro IV. Ele então abandonou a antiga capital, que foi arrasada pelos dissidentes, e se refugiou nos montes Kibangu.

Foi neste contexto que nasceu, em 1684, numa família aristocrática e católica, Kimpa Vita, batizada Beatriz. Em 1704, aos 20 anos, ela teve uma experiência de quase morte. Ao se recuperar, afirmava que Santo Antônio de Pádua havia reencarnado em seu corpo. Percorreu todo o território difundindo uma forma de sincretismo religioso, denominado Antonismo. Dona Beatriz, como passou a ser chamada, pregava que o Kongo era a Terra Prometida, que Jesus Cristo havia nascido em São Salvador e sido batizado em Nsundi. Também afirmava que a Virgem Maria e São Francisco eram originários do Kongo. Questionava a alvura dos anjos que, em suas visões, eramnegros. E acreditava que o império só reencontraria a paz com a partida dos europeus, que espoliavam os africanos dos seus bens e da sua humanidade. Tanto Pedro IV quanto o general Pedro Constantino da Silva, seu adversário político, sonhavam em ter Dona Beatriz como aliada. Mas diante da ameaça a seus privilégios, os missionários capuchinhos, sob a liderança do italiano Bernardo di Gallo, convenceram o manicongo do perigo que representava a popularidade da jovem e suas teorias contra o eurocentrismo. Acusada de heresia, Kimpa Vita teve a sua prisão decretada. Ela se refugiou na floresta com seus aliados. Foi presa dias após dar luz a um menino. Interrogada por di Galllo, afirmou que seu filho vinha do céu e seria o salvador de seu povo, o que foi utilizado como prova da suposta heresia. Em 2 de julho de 1706, Kimpa Vita foi queimada na fogueira da intolerância religiosa e da dominação política. Hoje, em Angola, há uma universidade com seu nome.

Fonte:
http://raca.digisa.com.br/colunistas/lideranca-feminina-africana/2123/

terça-feira, 24 de março de 2015

4 mentiras sobre as lésbicas que precisam ser desfeitas de uma vez por todas.



O dilema vivido pelas personagens Clara, de Giovanna Antonelli, e Marina, de Tainá Müller, em “Em Família” não é novidade. Na vida real, está cada vez mais comum ver mulheres terminarem relacionamentos com homens para viver um amor homossexual. Mas fato é que a novela trouxe à tona discussões sobre relacionamentos lésbicos. E quando conversas sobre o tema começam a avançar, é a hora de dar fim a alguns mitos.
Quantas vezes você já ouviu por aí: “Mas quem é o homem da relação?!”. É preciso ficar claro que nenhuma das duas e ponto. A NOVA convidou então com a Ariel Schrag, escritora e roteirista da série “The L Word”, a desvendar definitivamente quatro mitos, que circulam por aí sobre as lésbicas e que ela acha que precisam ser deixados de lado de uma vez por todas.
Aqui vão eles:
1. Lésbicas odeiam homens

“Quem vive reclamando dos homens são as mulheres héteros – as lésbicas simplesmente não se importam. Aliás, não temos nenhuma necessidade especial que só poderia ser preenchida por um cara. A verdade é que, em geral (e isso vale para todos), a gente só passa a odiar uma pessoa quando precisa de alguma coisa dela e não recebe – como amor, atenção, respeito. Então, como não precisamos de nada dos caras, não os odiamos. Simples assim.”

2. Uma das mulheres tem que ser “o macho”

“Que diabos isso quer dizer, afinal? A que fica por cima na transa? A que dirige o carro? A que paga a conta com mais frequência? Eu conheço inúmeros relacionamentos héteros em que é a mulher que faz essas coisas.”

3. É mais fácil ser lésbica, as mulheres se entendem

“Nenhum relacionamento é fácil. Mas, já que é para generalizar, tente colocar duas pessoas dramáticas, mal-humoradas, carentes, de TPM e que choram por tudo juntas. Mais fácil? Hum, acho que não.”

4. Lésbicas adoram sexo oral – e mandam muuuuito bem

“Não estou fazendo pouco caso de sexo oral, mas tem lésbicas que não ligam muito para ele. Você deve estar se perguntando: ‘Então, como vocês transam?’ Ah, o misterioso sexo lésbico! Mas não vou deixar você na dúvida: experimente combinar as diferentes partes do corpo de uma mulher de todas as maneiras possíveis e imagináveis. Acrescente vibradores. A diversão está em testar!”

fonte:
http://www.brasilpost.com.br/2014/03/26/mentiras-lesbicas_n_5037115.html

domingo, 22 de março de 2015

Crise da água em SP: Clubes de futebol, redes Globo e Record, igrejas e condomínios são os grandes consumidores.




Em tempos nos quais só se fala em racionamento e rodízio de água em São Paulo, há um grupo de pelo menos 500 grandes consumidores que segue se dando bem. É o que mostra uma lista parcial com quase 300 empresas que possuem um ‘contrato diferenciado’ com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
A relação, que vinha sendo alvo até de uma ação da Pública, com base na Lei de Acesso à Informação, era guardada a sete chaves pela Sabesp. O El País Brasiltrouxe a lista de 294 pessoas jurídicas, na qual aparecem diversos clubes (Pinheiros, Corinthians, Palmeiras e Hebraica), shoppings (Eldorado), hotéis (Hilton) e entidades como a Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) e a Bolsa de Valores de São Paulo.
A dinâmica do contrato, que passou a captar clientes a partir de 2010, é simples:quanto maior o consumo, maior o desconto na tarifa paga. Há situações em que a média da tarifa paga pelo grande consumidor que firmou o acordo com a Sabesp é metade daquela paga pelo cidadão comum. Vantajoso para quem gasta pelo menos 500 mil litros de água por mês – valor suficiente para o consumo médio de 128 pessoas –, o contrato não ganhou novos clientes desde fevereiro de 2014, segundo a Sabesp.
A relação, ainda que incompleta, é um dos elementos que a CPI da Sabesp, que corre na Câmara Municipal de São Paulo, quer analisar para, ao final dos trabalhos, questionar o próprio município e o seu acordo com a companhia que abastece a capital. Há fortes críticas contra o prefeito Fernando Haddad pelo fato da prefeitura não ter tido uma posição mais dura contra a Sabesp, a qual é contratada pelo município e recebe por isso.
De acordo com a Sabesp, a companhia informou que liberou esses clientes do polêmico contrato – chamado de “demanda firme” – da obrigação de consumir a cota mínima para o desconto valer, incentivando assim que as empresas busquem “fontes alternativas” de água. “Da mesma forma que ocorre com os clientes residenciais, as empresas com contrato de demanda também serão penalizadas com ônus se ultrapassarem a média do consumo”, informou.
A multa, cobrada a partir de janeiro, incide sobre o valor da conta após o desconto previsto no contrato - quanto maior a quantidade gasta, menor o preço cobrado do metro cúbico.
Secretaria reconhece fechamento de registros
O secretário de Recursos Hídricos de São Paulo, Benedito Braga, reconheceu nesta sexta-feira (13) que a Sabesp fecha o registro de parte da rede de distribuição de águada Grande São Paulo. “O sistema de redução de pressão não está disponível em todos os locais. Em alguns lugares, de fato, é preciso haver uma intervenção física, que não é telemetrada. Isso é algo que acontece em uma situação de escassez hídrica”, disse.
Na semana passada, o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que técnicos da estatal fecham o registro de 40% da rede. A manobra é feita manualmente na rua por funcionários da empresa nas regiões onde não há válvulas redutoras de pressão (VRPs) instaladas e deixa parte da tubulação despressurizada, provocando cortes no abastecimento. O secretário de Recursos Hídricos não soube precisar o número de torneiras secas em consequência da manobra manual.
“Precisa perguntar para os técnicos da Sabesp. Não tenho uma resposta neste minuto. Estou há poucos dias no cargo”, afirmou.
Cantareira subiu mais uma vez
O nível do principal manancial de São Paulo, o Sistema Cantareira, subiu pela nono dia consecutivo neste sábado (14), segundo dados da Sabesp. Outros três reservatórios (Alto Tietê, Rio Grande e Rio Claro) também registraram aumento da água armazenada. Já o Guarapiranga e o Alto Cotia tiveram queda.
No Cantareira, com aumento de 0,2 ponto porcentual, o mesmo desta sexta-feira (13),o nível chegou a 7,1% de sua capacidade. No dia anterior, o patamar estava em 6,9%. A pluviometria sobre a região do manancial foi de 15,9 milímetros. O volume fez a chuva acumulada em fevereiro saltar para 161,8 mm, o que já representa 81% do esperado para o mês.
O atual cálculo da Sabesp já considera duas cotas do volume morto, uma de 182,5 bilhões e outra de 105 bilhões de litros de água, que foram acrescentadas em maio e outubro de 2014, respectivamente.
Proporcionalmente, o sistema de abastecimento que teve maior aumento foi o Alto Tietê, que aumentou 0,4 ponto porcentual e passou de 13,3% para 13,7%, beneficiado pelo grande volume de precipitação. Sobre a região, choveu 34,5 mm entre sexta-feira (13) e este sábado (14). Já os Sistemas Rio Grande e Rio Claro registraram altas de 0,3 e 0,1 ponto porcentual, respectivamente, e alçaram 80,2% e 31,9% da capacidade.
Sem o registro de chuvas, o Guarapiranga e o Alto Cotia registraram recuos neste sábado (14). O primeiro teve queda de 55,2% para 55%, enquanto o segundo, de 34,3% para 34,2%.
(Com Estadão Conteúdo)
fonte>
http://www.brasilpost.com.br/2015/02/14/grandes-consumidores-agua-sp_n_6683762.html

sexta-feira, 20 de março de 2015

Eu pensei que era Mentira!?!?

Casamento de uma menina norueguesa com um homem de 37 anos é um alerta para um problema global.



Acredite: ela tem 12 anos e vai se casar com um homem de 37 anos.
Não é brincadeira.
Thea, de apenas 12 anos, nascida e criada na Noruega, vai subir no altar neste sábado (11), Dia Internacional da Menina, e deixar para trás toda sua infância e adolescência.
A experiência do casamento, da escolha do vestido e bolos para a festa à lingerie da noite de núpcias, passo a passo, foi divulgada em seu blog, que chegou a ser um dos sites mais acessados da Noruega em apenas um dia, causando polêmica em todo o país.
Mas é por uma boa causa.
O casamento é uma ação da ONG Plan para conscientizar a sociedade sobre todos os casamentos feitos com crianças menores de idade em todo o mundo:
“A cada dois segundos, uma menina menor de 18 anos é casada com pouco ou nenhum poder de decisão sobre isso. O casamento infantil impede o crescimento dessas meninas e mantém suas comunidades pobres."


Segundo a ONG, estima-se que 39 mil meninas precisem se submeter ao casamento com homens mais velhos todos os dias. Mais do que religião, a prática diz respeito a tradições que precisam mudar, como forma de garantir a essas crianças saúde, proteção e educação.
Olaf Thommessen, porta-voz da Plan, falou ao jornal britânico The Independent e disse que a campanha tinha exatamente, como objetivo, causar este desconforto e estranhamento.
O site criado para a campanha foi projetado para se parecer com um blog pessoal - e muito real. Em alguns posts, Thea relata um suposto desentendimento sobre a cor do vestido de casamento e, em outro, até seus medos sobre a noite de núpcias e em como seria o sexo com seu marido.
"A resposta foi surpreendente, conseguimos que todo tipo de gente se comprometesse com o caso, pessoas que normalmente não estão motivadas ou se envolvem com esse tipo de coisa."
A campanha quer juntar pessoas para defender a causa e, para isso, tem um programa de patrocínio, que conecta doadores com crianças que precisam de ajuda. Tudo acontece em troca de contribuições mensais para os projetos da ONG que informa ao contribuinte atualizações sobre a criança dia a dia.
Centro Internacional de Pesquisa sobre Mulheres observa que "países com maior prevalência de casamento infantil estão concentradas na África Ocidental e Subsaariana, devido ao tamanho da população, o maior número de noivas-crianças residem no Sul da Ásia."
As imagens abaixo foram vinculadas no blog de Thea e impressionou a população norueguesa:

Não ao casamento infantil: #stoppbryllupet.



Thea, de 12 anos, vai se casar com um homem de 37
Thea, de apenas 12 anos, nascida e criada na Noruega, vai subir no altar neste sábado (11), Dia Internacional da Menina, e deixar para trás toda sua infância e adolescência. Mas é por uma boa causa.





Contra o casamento de menores!
A experiência do casamento, da escolha do vestido e bolos para a festa à lingerie da noite de núpcias, passo a passo, foi divulgada em seu blog, que chegou a ser um dos sites mais acessados da Noruega em apenas um dia, causando polêmica em todo o país.


Chocou a Noruega!
O casamento é uma ação da ONG Plan para conscientizar a sociedade sobre todos os casamentos feitos com crianças menores de idade em todo o mundo:


Dados impressionantes mostram que não é brincadeira...
“A cada dois segundos, uma menina menor de 18 anos é casada com pouco ou nenhum poder de decisão sobre isso. O casamento infantil impede o crescimento dessas meninas e mantém suas comunidades pobres."


Não ao casamento infantil.
Segundo a ONG, estima-se que 39 mil meninas precisem se submeter ao casamento com homens mais velhos todos os dias.





Não ao casamento infantil.
Mais do que religião, a prática diz respeito a tradições que precisam mudar, como forma de garantir a essas crianças saúde, proteção e educação.


Blog chocou a Noruega.
O site criado para a campanha foi projetado para se parecer com um blog pessoal - e muito real. Em alguns posts, Thea relata um suposto desentendimento sobre a cor do vestido de casamento e, em outro, até seus medos sobre a noite de núpcias e em como seria o sexo com seu marido. Na foto acima, também divulgada no blog, Thea mostra um lado mais "criança".


Farsa em nome da conscientização.
A campanha quer juntar pessoas para defender a causa e, para isso, tem um programa de patrocínio, que conecta doadores com crianças que precisam de ajuda. Tudo acontece em troca de contribuições mensais para os projetos da ONG que informa ao contribuinte atualizações sobre a criança dia a dia.

FONTE:
http://www.brasilpost.com.br/2014/10/10/casamento-campanha-onu_n_5968292.html

quarta-feira, 18 de março de 2015

7 trechos da carta de despedida de Oliver Sacks que vão fazer você repensar a própria vida (FOTOS).



Oliver Sacks, escritor, neurologista e professor do curso de medicina da Universidade de Nova York, publicou uma carta aberta no jornal americano The New York Times, nesta quinta-feira (19), anunciando seus últimos meses de vida.
Ele, aos 81 anos, contou que há nove anos foi diagnosticado com um tumor raro no olho, um melanoma ocular que, atualmente, está em fase de metástase. Ele diz que se sentia bem e com saúde, até descobrir a disseminação do tumor por todo o corpo.
Sacks é autor grandes obras de divulgação científica, entre elas EnxaquecaO Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu e Tempo de Despertar, que chegou a inspirar o filme homônimo estrelado por Robert De Niro e Robin Williams, indicado a três estatuetas no Oscar. A carta publicada pelo NYT está disponível, em inglês, aqui.
Em um dos trechos da carta de despedida, Sacks diz que, agora, quer viver o tempo que lhe resta de forma rica, intensa e mais produtiva possível. Para você se inspirar a fazer o mesmo no seu dia a dia, selecionamos 7 trechos emocionantes do texto do neurologista que, ao falar da doença e da morte, esconde ensinamentos sobre a própria vida:
1. Viva um dia de cada vez

“Agora, cabe a mim escolher como viver os anos que me restam. 
Tenho que viver da maneira mais rica, intensa e produtiva possível

2. Enxergue as situações por outro ângulo.

“Nos últimos dias, pude ver minha vida de outro ângulo, como uma paisagem, e com um forte senso de conexão entre as partes. Isso não significa que me entreguei. Pelo contrário, me sinto intensamente vivo, e eu quero e espero, no tempo que me resta, aprofundar minhas amizades, me despedir das pessoas que amo, escrever mais, viajar se eu tiver forças, e alcançar novos conhecimentos. Mas também haverá tempo para um pouco de diversão (e até algumas tolices)”.

3. Sofrimento pode ser um combustível.

"Há nove anos fui diagnosticado com um tumor raro no olho, um melanoma ocular. A radiação e a cirurgia que removeu o tumor me deixaram cego daquele olho, porém, em casos raros ele se torna uma metástase. Eu estou entre os 2% desafortunados”.

4. Ter consciência e não negar a morte.

Eu me sinto feliz por ter usufruído mais nove anos de boa saúde e produtividade desde o diagnóstico original, mas agora estou face a face com a morte. O câncer ocupa um terço do meu fígado, e mesmo que ele avance devagar, este tipo da doença não pode ser parada".

5. Não gaste tempo com o que não importa.

“Tenho um novo senso de perspectiva. Não há tempo para o que é trivial. Tenho que focar em mim, no meu trabalho e nos meus amigos”.

6. Sempre há um lado bom - mesmo que você não acredite.

Isto não é indiferença, mas desapego — ainda me importo com o Oriente Médio, com o aquecimento global, com a igualdade, mas estas coisas não são mais para mim, elas pertencem ao futuro. E eu fico feliz de ver jovens talentosos — como o que diagnosticou minha metástase. Sinto que o futuro está em boas mãos".

7. Aproveite o que a vida tem a oferecer - e se aventure!

Não posso fingir que não tenho medo. Mas meu sentimento predominante é a gratidão. Eu amei e fui amado; doei-me e muito me foi dado; eu li, viajei, pensei e escrevi. Eu me relacionei com o mundo, o relacionamento especial entre escritores e leitores. Acima de tudo, eu fui um ser humano ciente, um animal pensante, neste belo planeta, e só isso já foi um enorme privilégio e aventura”.

Fonte:
http://www.brasilpost.com.br/2015/02/20/oliver-sacks-carta-cancer_n_6722122.html

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Irdeb TVE

Greenpeace: Liga das Florestas

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